O líder do PSD, Luís Filipe Menezes, diz que "a situação de insegurança no país está a atingir limites insustentáveis". O ministro dos Assuntos Parlamentares recusou a ideia e defendeu que Portugal "é seguro e sério".
"As pessoas têm medo de sair à rua, de deixar os filhos ir à escola e os idosos sozinhos em casa", disse Luís Filipe Menezes aos jornalistas à entrada para um jantar de homenagem aos autarcas social-democratas do concelho de Cantanhede.
O presidente do PSD lamentou que o compromisso de formar quatro mil polícias nesta legislatura não ultrapasse os 25 por cento: "Estamos numa lógica economicista pura e dura numa área fundamental para a imagem do país".
"Numa altura em que estamos muito ocupados com questões europeias, é bom que o primeiro-ministro ganhe fôlego em Janeiro para começar a governar a sério o país", acrescentou.
Santos Silva reagiu e afirmou "que as forças de segurança são eficazes e competentes", acrescentando que a "criminalidade grave e violenta diminuiu ao longo deste ano".
O ministro dos Assuntos Parlamentares considerou "lamentável e intolerável" o comportamento do PSD em "cavalgar questões de segurança que são muito sérias".
"É intolerável que os partidos se aproveitem deste ou daquele crime. Todos percebemos que estas questões devem ser tratadas com responsabilidade".
"Com este Governo foi aprovada a primeira lei de programação de equipamentos e infra-estruturas das forças de segurança, o que permite o aumento dos equipamentos", salientou o governante.
O Programa de Reestruturação da Administração Central do Estado (PRACE) e o sistema da mobilidade vão permitir que muitos efectivos que estavam em tarefas administrativas "sejam envolvidos em acções de segurança".
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