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Em Beja

Líder do PSD admite que proposta de revisão da Constituição pode ter preço político

23.07.2010 - 16:17 Por Lusa

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"Não estou a olhar para aquilo que tenho de fazer com a preocupação das sondagens", diz Passos Coelho "Não estou a olhar para aquilo que tenho de fazer com a preocupação das sondagens", diz Passos Coelho (Foto: Raquel Esperança)
O presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, admitiu hoje que a proposta social-democrata de revisão constitucional pode ter um preço político para o partido, mas afirmou não estar preocupado com sondagens nem haver razão para recuos.

Questionado pelos jornalistas, em Beja, sobre se a proposta do PSD de revisão da Constituição pode ter um preço político para o partido, Pedro Passos Coelho respondeu: "Com certeza que sim".

"Mas tenho dito, desde o início, que não estou a olhar para aquilo que tenho de fazer com a preocupação das sondagens", lembrou, referindo que "a discussão sobre a reforma que precisamos de fazer do Estado e do nosso Estado Social pode ser incómoda, mas não é artificial".

"É uma discussão que envolve uma situação real que temos de olhar de frente e é muito importante que o PS diga o que pensa, porque não podemos, em Portugal, passar os próximos 10 ou 15 anos como passámos os últimos", defendeu.

Ou seja, "a endividarmo-nos, a aumentar os impostos, a ser olhados pelo exterior com maior desconfiança, a ter os portugueses cada vez com menos possibilidade de realizar poupanças e de investir no seu futuro, porque o Estado consome os recursos cada vez menores que temos", precisou.

Segundo Pedro Passos Coelho, "muitas vozes se levantaram preocupadas com o alcance que o PSD queria dar à revisão constitucional" e "seria mais fácil" para o partido "não tocar nesta matéria".

"Mas era mais difícil fazer reformar importantes para Portugal nos próximos anos sem este debate", disse, explicando que o que o PSD quer "pôr em discussão, no essencial, é o modelo económico e social, que, até aqui, na Constituição, mais parece um programa de Governo do que uma regra de entendimento para os governos futuros e para todos os portugueses".

"Espero sinceramente que, nessa matéria, não haja nenhum recuo da parte do PSD, porque não há razão para haver recuo", afirmou, insistindo que o PSD quer "reformar o Estado Social para futuro, sob pena de ficar condenado como está hoje a ficar".

Através da discussão, que considerou "importante", "o PSD não quer ajudar apenas o país a sair deste pequena crise. Quer evitar que o país viva em crise permanente e em dificuldade financeiras permanentes para os próximos 15 anos".

De acordo com Pedro Passos Coelho, "o que mais precisa de aperfeiçoamento e de reforma na nossa Constituição é a parte económica e a parte social".

"A parte política pode ser aperfeiçoada e esses aperfeiçoamentos podem exigir pontualmente que existam pequenos retoques nos poderes do Presidente da República, do Parlamento ou até do Governo, mas não é daí que se esperará uma grande inovação constitucional", disse.

No entanto, o PSD gostaria que "houvesse uma maior responsabilização" do Parlamento e do Presidente da República, disse Pedro Passos Coelho, que, na sua deslocação a Beja, visitou a Empresa de Desenvolvimento e Infra-estruturas de Alqueva (EDIA) e almoçou com agricultores.

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Amigo Moina, digo mais:

Fuzilamentos ao campo pequeno

Anónimo

23.07.2010 21:20

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