Rui Mendes só suspenderá protesto se Governo recuar

Líder da Concelhia do CDS-PP em greve de fome pelas urgências de Arcos de Valdevez

27.02.2007 - 19:47 Por Lusa

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 (PUBLICO.PT)
O presidente da Concelhia do CDS-PP de Arcos de Valdevez, Rui Mendes, inicia hoje, às 20h00, uma greve de fome por tempo indeterminado, para exigir a manutenção de um serviço de urgências no concelho.

"A greve de fome será para manter até eu cair para o lado, até os médicos me mandarem parar ou, então, até o ministro recuar na intenção de fechar o Serviço de Atendimento Permanente no Centro de Saúde de Arcos de Valdevez", disse Rui Mendes.

O também vice-presidente da distrital de Viana do Castelo do CDS-PP acrescentou que há freguesias em Arcos de Valdevez que ficam a mais de hora e meia da sede do concelho, o que significa que, se o Serviço de Atendimento Permanente (SAP) fechar, algumas populações locais ficarão "a mais de duas horas" de um serviço de urgência.

Para Rui Mendes, esta situação traduzir-se-ia numa "condenação à morte" de dezenas de cidadãos privados de um serviço de atendimento de proximidade.

A população de Arcos de Valdevez sai amanhã à rua em protesto contra o anunciado encerramento do serviço de urgência do centro de saúde do concelho, segundo anunciou à Lusa um dos organizadores da manifestação.

Rui Aguiam, presidente da Junta de Freguesia de Arcos, eleito como independente, explicou que a manifestação se traduzirá numa marcha lenta entre a câmara e o centro de saúde, devendo nela tomar parte munícipes de cada uma das 51 freguesias do concelho.

"Saberá, por acaso, o senhor ministro [da Saúde] que Arcos de Valdevez tem 450 quilómetros quadrados e que algumas freguesias ficam a mais de 50 quilómetros da sede do concelho?", questiona Rui Aguiam.

O autarca acrescentou que o Centro de Saúde de Arcos de Valdevez "tem muito melhores condições" do que o de Ponte de Lima, para onde está previsto o serviço de urgência, que passaria a servir os dois concelhos.

A Comissão Técnica de Apoio ao Processo de Requalificação das Urgências apresentou recentemente uma proposta que, no caso do Alto Minho, aponta para um serviço de urgência médico-cirúrgico no Hospital de Viana do Castelo e dois serviços de urgência básica (SUB), um em Ponte de Lima e outro em Monção.

"Porquê um SUB em Ponte de Lima, quando este concelho está a apenas 20 quilómetros de distância do Hospital de Viana do Castelo?", pergunta Rui Aguiam.

O presidente da Câmara de Arcos de Valdevez, Francisco Araújo, também já manifestou "total e veemente oposição" à alegada pretensão do Governo de encerrar as urgências do centro de saúde local. "É uma medida inaceitável, incompreensível e extremamente lesiva dos interesses dos cerca de 25 mil habitantes do concelho, pelo que faremos tudo o que estiver ao nosso alcance para evitar que ela seja posta em prática", referiu o autarca de Arcos de Valdevez.

Francisco Araújo criticou ainda que os responsáveis do Ministério da Saúde por tomarem decisões "sentados num qualquer gabinete" no Terreiro do Paço, "sem conhecer verdadeiramente a realidade no terreno".

Para Araújo, o encerramento das urgências de Arcos de Valdevez significaria "um duro golpe" para aquela região do interior e "um total desrespeito" pelas suas populações. "As políticas de coesão nacional e de discriminação positiva das regiões mais desfavorecidas são, cada vez mais, ideias que pertencem ao passado", sustentou, sublinhando "o direito à indignação" da população do concelho.

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Independentemente das razões que levam esta "auto ...

Independentemente das razões que levam esta "auto manifestações", gostaria de dizer o seguinte: 1º ...

Anónimo

28.02.2007 17:47