Empresa diz que deputado mentiu

JP Sá Couto vai processar a CDU por causa de acusações sobre ilegalidades laborais

04.08.2009 - 12:50 Por Maria Lopes

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CDU diz que 155 dos 160 trabalhadores afectos à produção do Magalhães ganham abaixo do que deveriam CDU diz que 155 dos 160 trabalhadores afectos à produção do Magalhães ganham abaixo do que deveriam (Enric Vives-Rubio (arquivo))
A fabricante do computador Magalhães vai processar a CDU por causa das acusações feitas por Honório Novo, ontem, de que a empresa desenvolveu uma perseguição a um trabalhador por este ser sindicalizado.

Em comunicado, a JP Sá Couto desmente parte das denúncias do deputado da CDU, Honório Novo, que em conferência de imprensa ontem à tarde acusou a empresa de estar a pagar abaixo da tabela salarial acordado no contrato colectivo de trabalho das indústrias eléctricas, de ter 95 por cento dos trabalhadores com contratos a prazo e de perseguir um trabalhador sindicalizado.

A empresa rejeita tais acusações e recusa “ser usada como artilharia política” notando que “só agora, a menos de dois meses das eleições, se ataca a empresa que produz o Magalhães e se inventam ilegalidades que não existem”.

A JP Sá Couto garante ter “164 trabalhadores no seu quadro de pessoal que desenvolvem a actividade regular da empresa”, mas devido à necessidade de aumentar exponencialmente a produção por causa do projecto Magalhães, a empresa “optou por recorrer ao regime legal de trabalho temporário, contratando uma empresa especializada e licenciada”. E salienta que “nem a CDU nem os sindicatos em momento anterior, nomeadamente na altura em que a JP Sá Couto se notabilizou na produção do Magalhães reagiram ou procuraram qualquer ilegalidade laboral”, fazendo a ligação com o facto de se estar num período pré-eleitoral.

A empresa diz ainda que é falso que tenha despedido qualquer trabalhador pelo facto de o mesmo ser sindicalizado e que desconhece mesmo ter qualquer trabalhador sindicalizado. Por isso, acrescenta, as declarações do deputado da CDU “são graves, são falsas e caluniosas e não deixarão de merecer o necessário procedimento judicial”.

Ontem, Honório Novo pediu uma "fiscalização completa e rigorosa da Autoridade para as Condições do Trabalho à JP Sá Couto" devido às diversas ilegalidades laborais que a empresa estaria a cometer sobre os trabalhadores.

De acordo com a Lusa, o deputado citou o caso de uma trabalhadora cujo contrato terminava no final de Agosto e que foi despedida em Julho com dispensa de comparecer nas instalações até ao final do contrato, após ter sido identificada como estando filiada no Sindicato dos Trabalhadores da Indústrias Eléctricas do Norte. Afirmou também que 155 dos 160 trabalhadores afectos à produção do computador Magalhães “estão a receber salários de 465 euros mensais, menos 101 euros dos 566 euros de vencimento mínimo previsto no contrato colectivo das indústrias eléctricas".

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Anónimo

20.08.2009 16:09

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