O primeiro-ministro lamentou hoje os ataques políticos à ASAE, considerando “inqualificáveis” as declarações de alguns dirigentes da oposição. José Sócrates entende que, apesar de poderem ter sido cometidos “alguns exageros” os consumidores estão hoje mais protegidos.
"É absolutamente lamentável os outros partidos enganarem-se no alvo e desatarem a atacar tudo o que mexe, atacarem de forma radical uma instituição do Estado como a ASAE, que está a ser atacada como um partido político", declarou José Sócrates, esta tarde em Alcochete, no encerramento de um encontro da distriral do PS de Setúbal.
Para o primeiro-ministro e líder socialista, os "ataques políticos" que a oposição tem feito à Autoridade para a Segurança Alimentar e Económica (ASAE) são “inqualificáveis", lembrando que o organismo foi criado para “fazer cumprir a lei”.
“Pese embora qualquer exagero que se tenha cometido”, o primeiro-ministro considera que “o país e os consumidores estão hoje mais defendidos” e “ninguém quer voltar mais ao tempo em que nenhuma lei do consumo era respeitada”.
“A ASAE veio para ficar”, garantiu o também líder socialista, para quem os ataques “destemperados” ouvidos nas últimas semanas são “próprios de partidos que não têm uma agenda focada e construtiva”
A forma de actuação da autoridade responsável pela fiscalização pelas leis do consumo e segurança alimentar tem sido alvo de duras críticas por parte de alguns partidos da oposição, que denunciam o que dizem ser os exageros cometidos durante acções de fiscalização.
Esta semana, o inspector-geral da ASAE, António Nunes, foi ouvido no Parlamento, a pedido do CDS-PP, tendo sido duramente criticado pela oposição, quer pela forma de actuação do organismo que tutela, quer por ter sido apanhado a fumar no Casino de Lisboa na passagem do ano, já depois da entrada em vigor da nova lei do tabaco.
Ontem à noite, em Castro Marim, o líder do PSD-Algarve, Mendes Bota, chegou mesmo a comparar a ASAE com a PIDE, acusando aquele organismo de perseguir os cidadãos. “Salazar tinha a PIDE, agora temos uma ASAE, uma polícia que persegue os cidadãos e uma máquina fiscal que persegue as pequenas e médias empresas”, denunciou.


