O secretário-geral do PS, José Sócrates, considerou hoje que a liderança do PSD está "desencontrada do país", ao fazer discursos "negativos e maledicentes" quando os principais indicadores apontam uma evolução da economia "no sentido positivo".
"Quem baseia o seu discurso político na simpatia que pode obter fazendo discursos negativos e maledicentes, eu acho que não vai por bom caminho e está desencontrado do país", sustentou José Sócrates aos jornalistas, à saída da reunião da Comissão Nacional do PS, sobre as críticas do PSD aos números sobre a evolução económica do país.
Estas críticas à governação socialista foram reiteradas na noite passada por Marques Mendes no início do XXIX Congresso do PSD, que decorre até amanhã na Póvoa de Varzim.
Para José Sócrates, dados como a revisão em alta do crescimento da economia nacional pela Comissão Europeia e pelo Banco de Portugal ou o decréscimo no desemprego constituem "uma derrota do pessimismo". "Estes indicadores vêm derrotar o pessimismo e a maledicência", insistiu o primeiro-ministro e líder do PS, salientando que "as coisas estão a melhorar lentamente, mas gradualmente" e "no sentido positivo".
Na conferência de imprensa no final da reunião, o dirigente socialista Vitalino Canas também criticou o discurso do PSD. "O oportunismo, a tentativa de cavalgar focos limitados de descontentamento em relação a algumas medidas do Governo que o PSD tem protagonizado não é seguramente indiciador de um partido credível. Quando [o PSD] pretende cavalgar algum descontentamento localizado com o encerramento de maternidades, estamos aqui com o comprovativo prático de como o PSD não sabe ter propostas credíveis para a sociedade portuguesa", defendeu.
Para Vitalino Canas, os sociais-democratas "não souberam ainda alterar o tom do seu discurso" iniciado em 2002 de que "o país se encontrava de tanga".


