O primeiro-ministro José Sócrates assegurou esta terça-feira que não vai pedir ajuda externa já este fim-de-semana, garantindo que o Governo tudo fará para que tal não aconteça.
Numa declaração na residência oficial, em São Bento, José Sócrates teceu fortes ataques à oposição por ter chumbado o Pacto de Estabilidade e Crescimento (PEC).
Questionado se espera uma intervenção externa já este fim-de-semana, Sócrates respondeu que "não". “O Governo fez tudo para que isso não acontecesse e estamos muito determinados para que isso não aconteça. Simplesmente, as condições agravaram-se para os nossos bancos, para a nossa economia e para a República. Se alguém quer contribuir para o reforço da confiança no nosso país, não diga apenas que deseja os mesmos objectivos do défice, porque isso ninguém compreende”, salientou.
“Juntaram à crise económica uma crise política", reafirmou, acusando ainda a oposição pelo facto das agências de “rating” reduzirem a classificação atribuída a Portugal. “A recusa do PEC levou ao agravamento da nossa dívida”, acrescentou.
Para o líder do Executivo", os partidos da oposição chumbaram o PEC “apenas por cobiça de poder”.
José Sócrates afirmou ainda que até compreenderia o chumbo do PEC, se os partidos da oposição apresentassem medidas alternativas, o que, segundo o primeiro-ministro, não está a acontecer.
“Lamento que os partidos da oposição, que provocaram esta crise, não tenham agora a responsabilidade de apresentar as medidas para responder à situação. Não se trata apenas de dizerem que se comprometem com os objectivos do défice, porque isso já foi muitas vezes dito. O que é importante é que digam quais as medidas para chegar a esse défice – isso é que ajudaria o país”, acrescentou.
O primeiro-ministro revelou ainda que não vai entregar o PEC à União Europeia em Abril, uma vez que ele foi chumbado pela a oposição, acrescentando que a EU compreenderá este facto e vai esperar que o novo Governo seja eleito.
Notícia alterada às 00h50


