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Depois da "ameaça" do Sindicato dos Profissionais de Polícia

José Magalhães: bloquear as pontes seria "um crime impensável"

15.07.2005 - 09:37 Por Lusa

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O Governo propõe que a idade da reforma para a PSP passe dos 55 para os 60 anos, enquanto que na função pública deverá passar dos 60 para os 65 anos O Governo propõe que a idade da reforma para a PSP passe dos 55 para os 60 anos, enquanto que na função pública deverá passar dos 60 para os 65 anos (Lusa)
O secretário de Estado Adjunto e da Administração Interna, José Magalhães, considerou hoje que seria "um crime impensável" os polícias bloquearem a Ponte 25 de Abril, como admitiu o Sindicato dos Profissionais de Polícia (SPP).

"Seria um crime impensável, sobretudo por parte de quem usa a farda de uma força de segurança", disse José Magalhães, em declarações à Lusa, acrescentando: "Esse limite não será ultrapassado em Portugal".

O SPP convocou hoje para 6 de Outubro uma manifestação, caso o Governo mantenha a intenção de aumentar a idade da reforma destes profissionais. O sindicato não invalidou, porém, vir a encetar outras formas de luta mais drásticas, como o bloqueio do trânsito nas duas pontes sobre o Rio Tejo (25 de Abril e Vasco da Gama).

Em declarações à Lusa, José Magalhães afirmou: "A única razão pela qual um ou mais polícias poderão estar na Ponte 25 de Abril ou em qualquer outra é a defender a segurança dos cidadãos contra qualquer ameaça ou perigo".

O Governo propõe que a idade da reforma para a PSP passe dos 55 para os 60 anos, enquanto que na função pública deverá passar dos 60 para os 65 anos.

O presidente do SPP, António Ramos, considera que a profissão de polícia é de desgaste rápido e que se o Governo pretende equiparar a polícia à Função Pública terá de o fazer também em relação aos direitos dos funcionários públicos, designadamente "o direito a dois dias de folga semanal" e o "direito à greve".

"Não iremos aceitar as regras para o aumento da idade da reforma", afirmou António Ramos, sublinhando que a PSP não pode ser equiparada ao regime geral da função pública.

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E a seguir?

Agora o bloqueio, depois, quem sabe, uma invasão da Assembleia da República e por fim talvez um ...

Anónimo

15.07.2005 17:06

X

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