O Presidente de Angola, José Eduardo dos Santos, comunicou aos embaixadores da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) que está disponível para apoiar a Guiné-Bissau na resolução do actual impasse político.
À saída, José Eduardo dos Santos não fez declarações aos jornalistas, embora não se tenha recusado a dizer, rapidamente, antes de voltar a entrar no carro oficial, que o encontro tinha corrido bem.
Portanto, coube a Domingos Simões Pereira, secretário executivo da CPLP, confirmar que José Eduardo dos Santos manifestou uma “atenção muito especial” à situação da Guiné, mostrando “determinação em não só a acompanhar como disponibilizar os meios necessários" para desenvolver "acções concretas”. O que é um compromisso importante, vindo de "um membro com [a]pujança económica" de Angola, referiu.
Mas, garantindo que não se falou do envio de uma "unidade de estabilização" da CPLP para a Guiné-Bissau, Simões Pereira insistiu que cabe às autoridades guineenses pedirem "assistência".
Já o ministro dos Negócios Estrangeiros português, Luís Amado, também presente na breve visita de Eduardo dos Santos à sede da CPLP em Lisboa, referiu que a CPLP está a acompanhar a situação na Guiné-Bissau, que é “muito complexa e perigosa do ponto de vista das tensões”.


