Jorge Sampaio quer que políticos deixem de discutir "assuntos periféricos"

26.03.2009 - 10:04 Por PÚBLICO
Jorge Sampaio afirmou no Brasil que os agentes políticos têm que deixar de discutir assuntos periféricos. O antigo Presidente da República considera que o País tem que discutir assuntos mais importantes do que a escolha do novo Provedor de Justiça ou o penálti marcado contra o Sporting.
“A Assembleia da República, que é um órgão fundamental no País, um órgão de soberania, sede da representação popular, tem que arrumar este assunto [do Provedor de Justiça] rapidamente e tem que, enfim, como tem feito em muitos sítios, andar para a frente. Bons inquéritos, boas interpelações, boas discussões, boas respostas, criar um bom ambiente, de confronto político útil e não estas coisas que, a meu ver, me parecem muito periféricas”, indicou o ex-Presidente da República.
“As notícias que tive de Portugal nestes quatro dias era o penálti que foi marcado contra o Sporting e o Provedor de Justiça. Convirá que é pouco. Eu acho sinceramente que o clima está muito crispado”, indicou, a partir do Brasil.
“A democracia quer confrontação, quer programas alternativos, quer tudo isso, mas dispensa a crispação. Eu não acho que os cidadãos, que sofrem todos os dias, ou que têm dificuldades, ou que estão a fazer contas sobre o que podem ou não podem gastar, e vêem que o saldo que resta não é nenhum, não gostam que a sociedade política esteja tão crispada. Gostam de ver alternativas, gostam de ver debate, mas alguma crispação era dispensável, porque, no fundo, como eu costumo dizer, nós estamos todos no mesmo barco”, concluiu.

