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Chefe de Estado fala em consenso social e político

Jorge Sampaio defende que Portugal deve definir prioridades para dez anos

06.03.2005 - 21:58 Por Lusa

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"São precisas opções. Não podemos fazer dez coisas ao mesmo tempo, temos de nos concentrar em duas ou três que podem mudar a face do país", diz Sampaio "São precisas opções. Não podemos fazer dez coisas ao mesmo tempo, temos de nos concentrar em duas ou três que podem mudar a face do país", diz Sampaio (Tiago Petinga/Lusa)
O Presidente da República, Jorge Sampaio, defendeu hoje que Portugal deve concentrar as mudanças em duas ou três áreas e manter essas prioridades durante um período de dez anos, através de um consenso social e político.

"São precisas opções. Não podemos fazer dez coisas ao mesmo tempo, temos de nos concentrar em duas ou três que podem mudar a face do país", defendeu Jorge Sampaio, no encerramento do seminário "A sociedade em rede e a economia do conhecimento", no Centro Cultural de Belém, em Lisboa.

O Presidente da República acrescentou depois que essas áreas prioritárias devem ser mudadas "com sustentabilidade", insistindo na ideia de um compromisso entre os vários sectores sociais e as forças políticas.

"Não podemos mudar as prioridades todos os dois anos ou todos os quatro anos. As prioridades estratégicas são para dez anos", afirmou, apontando a Finlândia como um dos exemplos a seguir.

Jorge Sampaio elogiou os pequenos países que foram capazes de mobilizar a sociedade, "dos sindicatos às empresas", para fazer mudanças essenciais, "batendo-se por esses avanços", e que agora "têm outros problemas que não o subdesenvolvimento ou a crise".

Na curta intervenção com que encerrou o seminário que promoveu sobre as novas tecnologias, o chefe de Estado frisou a necessidade de em Portugal se passar a discutir tendo em vista o médio prazo, "para além da espuma do dia-a-dia".

Sobre a discussão decorrida nos dois dias do seminário, que Sampaio disse esperar que "o novo Governo tenha possibilidade de ouvir", o Presidente mostrou-se convicto de que "há, de facto, um novo Mundo em gestação a que não podemos virar costas" e que "o avanço em direcção a sociedades em rede é imparável".

Perante a inevitável "revolução digital", Jorge Sampaio salientou a importância da "tomada de decisões políticas no tempo certo" e defendeu também medidas como o aumento dos incentivos à inovação e "o acesso online interactivo a dados da administração legalmente não protegidos", em nome do "reforço da transparência e da participação democráticas".

Recordando que é "um antigo advogado de propriedade intelectual", o Presidente da República considerou igualmente que se justifica, actualmente, perante os novos modelos de produção e difusão cultural, sobretudo entre os mais jovens, flexibilizar os "enquadramentos jurídicos até hoje prevalecentes no domínio da propriedade intelectual".

Sampaio sublinhou, contudo, que a utilização das novas tecnologias é "um instrumento" e não "um fim em si mesmo" e apontou ainda como "a única e decisiva prioridade" do país "o acesso universal à educação básica e secundária de qualidade".

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Depende de que tipo de opções

Concordo que existam prioridades e políticas a seguir nos próximos 10 anos, só não concordo se isso ...

Anónimo

07.03.2005 03:56