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Conferência "Terrorismo e Relações Internacionais"

Jorge Sampaio defende apoio aos EUA no combate ao terrorismo

25.10.2005 - 12:43 Por Lusa

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Jorge Sampaio defendeu que é na aliança com o mundo muçulmano que deve assentar a estratégia de luta contra o terrorismo Jorge Sampaio defendeu que é na aliança com o mundo muçulmano que deve assentar a estratégia de luta contra o terrorismo (Daniel Rocha/PÚBLICO)
O Presidente da República, Jorge Sampaio, defendeu hoje o apoio da comunidade internacional aos Estados Unidos e aos seus aliados no Iraque como forma de combater o terrorismo internacional.

Sem esquecer que a guerra no Iraque "abriu grandes brechas no consenso internacional", Sampaio defendeu que uma das consequências desta intervenção foi "abrir uma nova frente na luta contra o terrorismo internacional".

"Por isso, fossem quais fossem as posições de partida relativamente à questão do Iraque, é do interesse de toda a comunidade internacional que os Estados Unidos e seus aliados sejam bem sucedidos naquele país", defendeu o chefe de Estado, na sessão de abertura de uma conferência sobre "Terrorismo e Relações Internacionais", promovida pela Fundação Gulbenkian.

No entanto, o Presidente da República sublinhou que "seria preferível" que a evolução dos sistemas políticos em países como o Iraque resultassem de dinâmicas internas. "Forçar essa evolução através de intervenções externas tem grandes riscos", disse.

Alertando que não se pode "baixar a guarda" no plano político e militar, Jorge Sampaio defendeu que é na aliança com o mundo muçulmano que deve assentar a estratégia de luta contra o terrorismo.

"Sucumbir ao impulso xenófobo, identificar Islão e terrorismo, retaliar indiscriminadamente - nada melhor do que isso para estimular o ressentimento, o ódio e a incompreensão", sublinhou Jorge Sampaio, alertando para a importância de "não errar o alvo".

"Precisamos de aliados no mundo muçulmano para combater este flagelo. É preciso evitar que se estabeleça, na mente das pessoas, uma identificação abusiva entre Islão e terrorismo", apelou o chefe de Estado, lembrando que o objectivo do terrorismo é "isolar os países muçulmanos da influência ocidental".

Apesar de considerar que o terrorismo não será capaz de "pôr em perigo as democracias ocidentais", Sampaio alertou para a possibilidade de novos atentados no futuro.

"Por maiores que sejam os esforços para combater, no terreno, a ameaça terrorista (...) mais vale não alimentar ilusões: temos de contar com a ocorrência de novos atentados nos próximos anos, cuja dimensão não podemos avaliar", disse o Presidente da República.

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Que razões escondidas?

O caminho desde a extrema esquerda até à direita que defende uma victória numa guerra ilegal é ...

Anónimo

25.10.2005 17:11

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