João Soares quer limitar presença de jornalistas na comissão de defesa

06.03.2012 - 18:35 Por Lusa

  • Votar 
  •  | 
  •  1 votos 
O deputado socialista João Soares sugeriu nesta terça-feira, por duas vezes, ao presidente da Comissão Parlamentar de Defesa, o social-democrata José Matos Correia, que as reuniões sejam mais reservadas e fechadas à presença da comunicação social.

No entanto, os dois apelos do ex-presidente da Câmara de Lisboa ficaram por enquanto sem resposta por parte do presidente da Comissão de Defesa Nacional e não suscitaram também qualquer reacção de outros deputados.

Logo na primeira ronda de intervenções, João Soares considerou que os deputados da Comissão de Defesa “têm de enfrentar juntos uma situação difícil nos Estaleiros de Viana do Castelo” e que este tema “não pode voltar a ser arma de arremesso político, como aconteceu no início desta legislatura, por responsabilidade da maioria PSD/CDS”.

“Não podemos tirar partido político das dificuldades dos Estaleiros de Viana do Castelo, que têm condições únicas. Esta comissão [parlamentar] devia ser mais restrita, com menos comunicação social”, disse.

Perante a ausência de reacções à sua proposta, João Soares insistiu no assunto na parte final da reunião, momentos antes de a Comissão Parlamentar de Defesa aprovar por unanimidade o requerimento do PCP para ouvir o ex-administrador da Empordef Luís Miguel Novais, e os presidentes dos conselhos de administração da Empordef e dos Estaleiros de Viana do Castelo.

“Estas audições devem ser feitas à porta fechada, porque tem de haver condições para se fazer uma discussão serena. Essa discussão far-se-á muito melhor sem a presença da comunicação social. Este é um elemento importante para que a discussão seja profícua”, insistiu o ex-presidente da Câmara de Lisboa.


Estatísticas

  • 358 leitores
  • 0 comentários

URL desta Notícia

http://publico.pt/1536635

Comentário + votado

X

Mais em Política (15 de 20 artigos)

Seguro: "o QREN tem que ser um instrumento de apoio ao desenvolvimento do país" Seguro diz que se fosse primeiro-ministro a gestão do QREN era da Economia