O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, defendeu hoje mais impostos para “quem mais ganha”, incluindo o Presidente da República.
Num almoço com militantes, em Lisboa, Jerónimo da Silva reivindicou “uma política alternativa no domínio fiscal, que tribute efetivamente quem mais pode e quem mais ganha, nomeadamente a banca, os grupos económicos, as mais-valias alcançadas em bolsa, os dividendos dos grandes acionistas”.
O líder do PCP acrescentou: “Já agora, enfim, não se põe aqui Cavaco Silva, com os seus rendimentos, mas nós pensamos que também podia pagar”.
Há pouco mais de uma semana, Cavaco Silva disse que o valor que recebia de reforma quase não chegaria para pagar as suas despesas – apesar de o Presidente ter declarado cerca de 140 mil euros em pensões em 2010. Três dias depois, Cavaco afirmou que não tinha sido “suficientemente claro” naquilo que pretendia dizer.
A taxação das mais-valias nas transacções financeiras, citada por Jerónimo de Sousa, foi defendida no sábado também pelo novo secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, que é membro do Comité Central do PCP.
Jerónimo de Sousa afirmou hoje que “alguns” têm procurado “criar dificuldades, fazer intrigas”, manifestando-se preocupados por haver “muitos comunistas na CGTP”.
“Pois, camaradas, há muitos comunistas, e não é por decisão do Comité Central, é por decisão dos próprios trabalhadores, que elegem os comunistas, nas empresas, nos sindicatos”, afirmou.
Jerónimo de Sousa acrescentou que isso acontece “sem prejuízo da unidade com socialistas, com católicos, com independentes, que transformam a CGTP na obra mais notável do movimento operário sindical português”.
Notícia corrigida às 18h01: por lapso, o "lead" da notícia mencionava o nome Jerónimo da Silva, ao invés de Jerónimo de Sousa.


