O secretário-geral do PCP apelou neste sábado à participação na manifestação de 11 de Fevereiro da CGTP-IN, pedindo para que a Praça do Comércio, em Lisboa, se transforme nesse dia no “terreiro” da luta contra a exploração.
Jerónimo de Sousa falava no encerramento de uma conferência do PCP, intitulada “Em defesa dos direitos das mulheres, rejeitar o pacto de agressão”, logo após um discurso muito aplaudido pela plateia feito pela deputada comunista Rita Rato.
Na sua intervenção, o secretário-geral do PCP considerou “uma farsa” o recente acordo de concertação social “celebrado entre o grande capital e a UGT, com o alto patrocínio do Presidente da República e a conivência do PS”.
“Mas há forças no país para dar resposta a esta ofensiva brutal e a luta de massas será o motor do movimento de rejeição do pacto de agressão. É uma luta comum de homens e mulheres, dos trabalhadores e reformados, dos sectores público e privado, da juventude, dos pequenos e médios agricultores e empresários”, disse.
Dirigindo-se a uma plateia maioritariamente feminina, Jerónimo de Sousa salientou que “as mulheres dos diversos sectores [de actividade] e sobretudo as que estão de forma consciente e combativa na luta são chamadas a dar um contributo adicional”.
“É necessário dar confiança e apoio às mulheres no valor da sua luta, por problemas e reivindicações específicas, é preciso ampliar e reforçar a luta organizada das mulheres pela rejeição do pacto de agressão e em defesa dos seus direitos. É uma luta que tem de convergir para uma forte e combativa acção de massas no próximo dia 11 de Fevereiro - uma grande manifestação nacional que culminará no Terreiro do Paço”, disse.
Jerónimo de Sousa lançou depois o apelo “às mulheres trabalhadoras” dos mais variados sectores de actividade para que “marquem presença nessa grande acção de massas e afirmem a luta pelos seus direitos”.
“No dia 11 de Fevereiro, manifestem o vosso descontentamento, façam valer as vossas justas aspirações. Temos de mobilizar para estar lá, temos de estar lá para que o Terreiro do Paço se transforme nesse dia no terreiro de luta contra a exploração, no terreiro da luta do povo contra as injustiças”, declarou, recebendo então uma prolongada ovação.
Depois, Jerónimo de Sousa deixou um aviso ao Governo, à UGT e às confederações patronais.
“Não pensem os mentores desse acordo farsa que chegámos ao fim da linha quando esse acordo for transformado em lei. Os direitos hoje ameaçados forma conquistados pela obra e luta dos próprios trabalhadores e não pelo legislador que não criou nada, apenas tendo reconhecido uma realidade. Com lei, sem lei, ou mesmo contra a lei, os trabalhadores vão defender esses direitos e acabarão por recuperá-los com a sua luta”, acrescentou.


