Pela primeira vez na campanha eleitoral Jerónimo falou de segurança, para defender o reforço dos quadros e efectivos, sobretudo no campo do policiamento de proximidade, e mais investimento em meios.
Jerónimo de Sousa quer antecipar-se ao agravamento da criminalidade decorrente do previsto aumento do desemprego e da pobreza. “Com o agravamento da situação social, agrava-se a insegurança e aumenta a criminalidade. Isto não é um problema de polícia: é um problema político”, afirmou o líder da CDU no final de uma visita, esta tarde, ao Comando Distrital da PSP em Santarém. “Consideramos que a situação social não pode ser dissociada da do aumento da criminalidade e que o crime deve ser punido”, garantiu.
Segundo o líder da CDU, algumas normas do Código de Processo Penal (CCP) que este ano entrou em vigor deveriam ser novamente analisadas e revistas pelo Parlamento, sobretudo nas questões dos prazos do segredo de justiça e da prisão preventiva. “O CCP é muito laxista em relação à criminalidade dando um sentimento de impunidade” a quem pratica crimes. Por isso, “a próxima Assembleia tem muito para corrigir”.
Críticas a incoerência de Portas
Aproveitar para deixar algumas críticas à direita, sobretudo a Paulo Portas, considerando “uma aberração” que o líder do CDS-PP “tenha votado no Parlamento a favor deste laxismo em termos de prazos da prisão preventiva e depois venha criticar que os criminosos são soltos com facilidade”.
Além das alterações ao CCP, Jerónimo de Sousa defende também um reforço dos efectivos, em especial do policiamento de proximidade, em vez de se apostar em “grandes operações mediáticas” em bairros ditos problemáticos. “O facto de ser mais visível e próxima é um factor dissuasor da criminalidade”, ajustou. Em Santarém, exemplificou, o corpo policial tem uma boa fatia dos agentes próximo da idade da reforma, “sem que esteja ainda acautelada a entrada de novos polícias para colmatar o défice”.
Outra reivindicação da CDU é que o Governo concretize a transferência dos trabalhadores da administração pública que estão na bolsa de mobilidade para os quadros administrativos das forças policiais para libertar efectivos para trabalho de campo. – “e isto não está a acontecer”, garante Jerónimo.
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