O PCP ouviu as promessas do Secretariado Nacional do PS de “combate” e recusa da proposta de revisão constitucional do PSD, mas não acredita. Foi ver a história das sete revisões à Constituição aprovada em 1976 e tirou uma conclusão: “O PSD sempre exigiu tudo para conseguir muito. O PS deu sempre muito, afirmando que não cede em tudo”. Foi o que disse o secretário-geral do PCP numa conferência de imprensa no Parlamento.
Jerónimo de Sousa considera que no “momento actual” – de “profunda e grave crise económica” – a revisão constitucional não é “nem uma prioridade nem uma necessidade”.
Além do mais, alertou para o “ilusionismo político” entre PSD e PS, que “encenam” divergências na revisão constitucional, mas apoiam-se “nas políticas de direita”.
O líder comunista atacou o PSD e o seu projecto de revisão de “constitucionalizar a arbitrariedade dos despedimentos, ao eliminar a proibição dos despedimentos sem justa causa, e de eliminar os princípios da universalidade e tendencial gratuitidade na saúde e educação”.
Para Jerónimo de Sousa, a Constituição Portuguesa “como obra humana” que é precisa de “aperfeiçoamentos”, mas recusou quaisquer tentativas de “destruição” do texto fundamental.


