O candidato presidencial Jerónimo de Sousa esteve hoje à porta da Autoeuropa, em Palmela (Setúbal), para pedir o voto dos trabalhadores nas eleições de domingo, manifestando "inquietações" quanto a o futuro daquela fábrica de automóveis.
Acompanhado pela presidente da Câmara de Palmela, Ana Teresa Vicente, Jerónimo de Sousa esteve cerca de uma hora junto à porta por onde saem os trabalhadores na mudança de turno, distribuindo folhetos da sua candidatura e sorrisos a quem passava.
Mas de entre as dezenas de trabalhadores que saíram durante aquele período, não foram muitos os que se dirigiram a Jerónimo de Sousa, preferindo passar ao lado quase em passo de corrida.
Os que reconheceram "o camarada" paravam para dirigir a Jerónimo de Sousa palavras de apoio. Houve outros que elogiaram "a dignidade" da sua candidatura.
O desejo do candidato apoiado pelo PCP de ir ao encontro dos trabalhadores junto das portas de segurança foi travado pelo segurança que, num registo afável, pediu ao "senhor Jerónimo" e aos jornalistas que não passassem do limite traçado no chão, uma linha azul.
Depois do aviso do segurança, Jerónimo de Sousa arredou o pé, mas não muito, e confessou a vontade de "pisar o risco" e "passar a linha".
"Isto até dá vontade de pisar o risco", afirmou aos jornalistas, rindo com vontade, ao mesmo tempo que não perdia de vista os trabalhadores que passava m pelas portas de segurança para um piscar de olho ou mais um sorriso.
Jerónimo de Sousa manifestou "muitas inquietações" quanto ao futuro da fábrica, no dia em que os trabalhadores da Autoeuropa (Palmela) aprovaram, com 76,83 por cento de votos favoráveis, o pré-acordo de negociação salarial para 2006 estabelecido há uma semana com a empresa.
O acordo negociado foi rejeitado por 21,23 por cento dos trabalhadores, sendo que 88,3 por cento dos funcionários da Autoeuropa participaram na votação.


