“O povo português é masoquista? O povo português gosta de fazer hara-kiri?” O desafio aos eleitores ficou no ar no comício que encerrou o dia de campanha da CDU em Lisboa.
No jantar com cerca de 350 apoiantes no Mercado de Santa Clara, o secretário-geral do PCP voltou ao tema do resgate financeiro, mas desta vez convidando o eleitorado a questionar-se sobre quem eram os responsáveis pelo nível de vida em queda. “Eles assinaram!”, lembrou Jerónimo de Sousa referindo-se ao PS, PSD e CDS.
Terminou assim o dia de campanha em Lisboa, onde o líder comunista concentrou um conjunto de iniciativas ligadas ao serviço público.
Na estação de comboios do Rossio, denunciou o “ambiente de compadrio e corrupção” no sector dos transportes públicos : “Diminuiu o numero de trabalhadores mas aumentou o número de administradores.” Acusou os gestores e administradores nomeados pelo PS e PSD, de com a sua incompetência terem transformado as empresas públicas em buracos sorvedores de dinheiro. Para agora, as venderem ao sector privado.
Reuniu com o Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas aproveitando para denunciar os cortes nos apoios sociais e nas bolsas e assim perguntar se pretendiam que as faculdades passassem a ser privilégio dos mais ricos, “voltando aos tempos antes do 25 de Abril”.
Notícia corrigida às 15h33 de 27 de Maio


