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Líder comunista desvaloriza polémicas levantadas em torno do primeiro-ministro

Jerónimo de Sousa diz que recusa usar notícias como "arma de arremesso político"

02.02.2008 - 20:11 Por Lusa

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O líder comunista participou hoje num encontro internacional de jovens organizado pela JCP O líder comunista participou hoje num encontro internacional de jovens organizado pela JCP (Luís Ramos (arquivo))
O líder do PCP, Jerónimo de Sousa, desvalorizou hoje as polémicas em torno do primeiro-ministro, José Sócrates, noticiadas pelo Público, recusando usá-las como "arma de arremesso".

"As razões fundas das críticas a Sócrates devem ser feitas no plano político, permitindo naturalmente algum apuramento da verdade das notícias que possam surgir. Mas não vamos usar isso como arma de arremesso", disse Jerónimo de Sousa, no final de um encontro de jovens comunistas, em Lisboa.

Na sexta-feira, o PÚBLICO noticiou que José Sócrates, assinou, enquanto engenheiro civil, entre 1980 e 1990, projectos que não eram seus durante os anos 80, posteriormente aprovados pela Câmara da Guarda.

Sócrates desmentiu o PÚBLICO , acusando sexta-feira o jornal de "um ataque pessoal e político" por causa dessa "pretensa notícia".

Hoje, o primeiro-ministro voltou a desmentir o jornal, devido à notícia de que terá acumulado indevidamente o subsídio de exclusividade no Parlamento com outros rendimentos.

Para Jerónimo de Sousa, as críticas dos comunistas ao Governo são políticas e, garantiu, não vão ser "substituídas por críticas de ordem profissional e privada".

O secretário-geral comunista participou hoje num encontro com jovens que estão a participar na reunião do Conselho Geral da Federação Mundial de Juventude Democrática, que se realiza em Lisboa, organizada pela JCP, e integra organizações de juventude de mais de 100 países.

Aos jovens pediu que se empenhassem na defesa da "vitória das forças progressistas", em Portugal e no Mundo, para denunciar "os crimes do imperialismo" e para lutar pelo "combate à exploração, às injustiças".

À meia centena de jovens no centro de trabalho Vitória, Jerónimo de Sousa traçou um cenário sombrio da situação de Portugal (cerca de dois milhões de pessoas a viver abaixo do limiar da pobreza) e da situação dos jovens, caracterizada pela precariedade, com cerca de 18 por cento de taxa de desemprego e dificuldades em comprar casa, por exemplo.

"Travamos a nossa luta diária contra a política do Governo PS a partir de questões concretas em cada sector", descreveu Jerónimo aos presentes na sala, decorada com "posters" com palavras de ordem como "Capitalismo não é solução", "O imperialismo contra-ataca" ou "O mundo está mais injusto, inseguro, perigoso".

Mais de 40 organizações estrangeiras de juventude, incluindo de Cuba, Coreia do Norte, Vietname e Zimbabué, encontram-se em Lisboa na reunião da Federação Mundial da Juventude Democrática (FMDJ), presidida pela Juventude Comunista Portuguesa.

A reunião, que começou ontem e termina amanhã, na Pousada da Juventude do Parque das Nações, é a primeira em Portugal do Conselho Geral da FMDJ, onde se debaterá actividades a desenvolver "no combate ao imperialismo e na luta por uma paz duradoura e com direitos para o jovens do Mundo".

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Goste-se, ou não, de Jerónimo de Sousa, trata-se de um exemplo de dignidade. Com a posição que ...

Anónimo

04.02.2008 14:38