O secretário-geral do PCP acusou nesta quinta-feira Alberto João Jardim de ser o responsável pelo afundamento das contas públicas na Madeira lamentando o facto de a factura ter de ser paga pelo povo madeirense, à custa de mais desemprego e mais pobreza.
Em declarações aos jornalistas, à saída de uma reunião de trabalho com o Conselho de Administração do Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT) realizada em Torres Novas, Jerónimo de Sousa disse que Jardim “não negociou questão nenhuma”, relativamente ao acordo de assistência financeira à Madeira que se destina a resgatar uma dívida estimada em 6,5 mil milhões de euros desta região autónoma.
“Não negociou nada porque é ele o responsável pelo afundamento das contas públicas na região e é pena é que não seja responsabilizado quem o devia ser e que seja o povo madeirense a ter de pagar uma factura que vai ser a triplicar”, criticou o comunista.
“A triplicar, com as medidas deste pacto de agressão a nível nacional também a serem aplicadas na região, a que se junta mais este pacto de agressão à Madeira, aliados aos próprios custos de insularidade e ao aumento do IVA”.
Jerónimo de Sousa considerou que o aumento do Imposto sobre o Valor Acrescentado vai ter “consequências desastrosas para a hotelaria e restauração” numa área particularmente sensível para a região autónoma, como é o turismo, uma área que o povo da Madeira necessita “como de pão para a boca”.
O responsável do PCP disse ainda que a questão do imposto sobre os combustíveis que vai ser aplicado na Madeira é uma “forma de contornar as portagens”, tendo acrescentado que a aplicação das taxas moderadoras, até aqui inexistentes, “vão passar a existir”.
Como exemplos de “elementos penalizadores para os madeirenses e que vão conduzir a um aumento do desemprego e da pobreza”, Jerónimo perspectivou a falta de investimento público na região e as privatizações de tudo o que é empresa pública regional rentável.
“Tudo isto significa que o jardinismo é responsável por uma política profundamente errada e ao serviço de clientelas e, neste sentido, o maior drama é que quem vai pagar a factura é o povo madeirense que vai ter de lutar muito para defender as suas condições de vida e trabalho”, vincou.


