• |
  • Iphone
  • |
  • Mobile
  • |
  • RSS
  • |
  • Twitter
  • |
  • Facebook
  • Siga-nos em:
  • João queria morrer sozinho, mas acabou por matar a filha
  • A cidade que morre quando o sol se põe
  • "Um suicídio no trabalho é uma mensagem brutal"

Comício

Jerónimo de Sousa diz que luta de massas será incontornável

07.11.2009 - 20:37 Por Lusa

  • Votar 
  •  | 
  •  0 votos 
O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, considerou hoje que nos próximos tempos será “incontornável a luta de massas”, defendendo a estabilidade social, mesmo que à custa da instabilidade governativa.

Jerónimo de Sousa, que intervinha no final de um almoço-convívio com apoiantes na Baixa da Banheira, na Moita, criticou propostas do novo governo de José Sócrates, a quem acusou de não ter aprendido a lição depois da perda da maioria absoluta nas eleições legislativas.

“Nós não lhe podemos permitir a vitimização, mas não lhe podemos permitir que continue a governar como se não se tivesse passado nada, como se durante o último mandato não se tivessem realizado as maiores lutas de massas desde o 25 de Abril”, disse o líder comunista, sustentando que o primeiro-ministro “tem de saber aprender a ouvir o povo, os trabalhadores, naquilo que são os seus anseios, as suas reivindicações, os seus direitos”.

“É incontornável que, num quadro muito complexo, exista a necessidade do desenvolvimento da luta de massas”, afirmou Jerónimo de Sousa, que rejeitou “a luta pela luta”.

O líder do PCP deixou um alerta: “Vão fazer tudo para que a luta seja entendida como um factor de desestabilização da tal estabilidade política que eles pretendem, mas temos de desmistificar isto”, disse, lembrando que o anterior governo teve maioria absoluta e que “não foi por falta de estabilidade política que este governo falhou e foi punido nas eleições”. “Entre a estabilidade governativa e a instabilidade social, preferimos a estabilidade social, mesmo que isso provoque a instabilidade governativa”, sublinhou.

Jerónimo de Sousa criticou o que disse ser “uma novidade” anunciada pelo primeiro-ministro no debate do programa do Governo, que decorreu quinta e sexta-feira no Parlamento: “repartir a riqueza pelos mais ricos, repartir a pobreza pelos quase pobres e por quem trabalha”. “Não é um governo de esquerda, não é um partido de esquerda que defende o neoliberalismo que é defendido nos países que governam mais à direita, que é a desregulamentação dos horários e a desvalorização dos salários”, referiu.

Numa intervenção também muito virada para o partido, Jerónimo de Sousa pediu uma atitude “mais audaciosa”, nomeadamente através do recrutamento de jovens para reforçar o PCP.

O dirigente comunista comentou ainda as comemorações dos 20 anos do derrube do muro de Berlim, que interpretou como tendo “um sentido anti-comunista”.

“Fazem-no sem se interrogarem se o mundo hoje está melhor”, disse, considerando que não, existindo antes “um mundo mais injusto, mais desigual, menos democrático, com mais guerra, onde o capitalismo aumenta a exploração, em que a fome e a doença percorrem mais de mil milhões de pessoas”.

“É isso que o capitalismo tem para oferecer, como alternativa ao socialismo”, sustentou, recordando que nesta altura se celebra a revolução de Outubro (1917), “um momento histórico para a Humanidade em que a classe operária arriscou tocar o céu, o céu da transformação, da justiça, da igualdade”.

  • 1686 leitores
  • 50 comentários

URL desta Notícia

http://publico.pt/1408846

Comentário + votado

O Capitalismo já não dá respostas aos Povos;nova alternativa é possível

A grande Revolução Socialista de Outubro realizada em 1917, na pátria de Lenine, ...

Jorge calvista

08.11.2009 10:03

Comentar Critérios para publicação de comentários dos leitores

Restam 1200 caracteres

Os comentários deste site são publicados sem edição prévia, pelo que pedimos que respeite os nossos Critérios de Publicação. O seu IP não será divulgado, mas ficará registado na nossa base de dados.

Quaisquer comentários inadequados deverão ser reportados utilizando o botão “Denunciar este comentário” próximo da cada um. Por favor, não submeta o seu comentário mais de uma vez.