Jerónimo de Sousa diz que falta derrotar os executantes da política de direita 
29.08.2009 - 16:36 Por Lusa
O secretário-geral do PCP disse hoje que depois de a política de direita ter saído derrotada das eleições europeias é preciso agora derrotar os seus executantes e defendeu a afirmação da CDU como uma força alternativa de esquerda.
"Se é verdade que estas eleições do dia 7 de Junho derrotaram a política de direita, não derrotámos ainda os executantes. Muitas vezes confrontam-nos com a ideia 'mas se vocês criticam tanto o PS, querem que o PSD ganhe as eleições?'. É importante dizer que consideramos que não é sair da frigideira para cair no lume, não é deixar de votar PS para votar PSD", declarou hoje o secretário-geral do Partido Comunista Português (PCP), Jerónimo de Sousa.
Numa intervenção na Quinta da Atalaia, Seixal, onde dentro de uma semana vai decorrer mais uma edição da Festa do Avante!, Jerónimo de Sousa disse que a direita se sente "frustrada" por o PS ter feito "aquilo que eles gostariam de fazer se fossem poder" e sublinhou que o PCP "não aceita" o regresso da direita ao poder.
"E quando nos dizem 'mas então, se não ganha o PS, ganha o PSD, se não ganha o PSD, ganha o PS', nós consideramos isto um falso dilema, porque se há novidade, se há questão nova nestas eleições é a CDU afirmar-se como força alternativa para executar uma política de esquerda, uma política patriótica", afirmou o líder comunista.
Relembrando as palavras do primeiro-ministro, José Sócrates, no último congresso do Partido Socialista (PS), que afirmou que a política seguida pelo seu Governo era para manter, Jerónimo de Sousa disse que "não é preciso ser bruxo ou adivinho para imaginar que os resultados não vão ser diferentes" caso o PS se mantenha no poder.
"Nós pensamos que Sócrates não pode invocar que governou a pensar na maioria. Sócrates resolveu penalizar, pedir sacrifícios a quem menos tem e menos pode, mantendo intocável e o poder e os lucros dos grandes senhores do dinheiro", acusou o secretário-geral do PCP.
Perante uma audiência de militantes comunistas, presentes na Atalaia para dar o seu contributo para pôr de pé a estrutura da Festa do Avante, Jerónimo de Sousa não deixou de lhes dirigir palavras de apreço pelo trabalho desenvolvido na montagem de "uma festa diferente, num ano excepcional", marcado por um "conjunto de batalhas eleitorais importantíssimas".
Jerónimo de Sousa adiantou ainda, a propósito das eleições autárquicas (11 de Outubro), que a CDU vai contar com um aumento do número de listas candidatas.
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