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Jerónimo de Sousa diz que crise "não é para todos" e que "muitos senhores deviam estar presos"

05.07.2009 - 09:12 Por Lusa

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O secretário-geral do PCP falou ontem em Beja, na apresentação dos candidatos da CDU por aquele círculo eleitoral às eleições legislativas do próximo dia 27 de Setembro O secretário-geral do PCP falou ontem em Beja, na apresentação dos candidatos da CDU por aquele círculo eleitoral às eleições legislativas do próximo dia 27 de Setembro (Gonçalo Santos/PÚBLICO)
O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, acusou ontem o Governo de, nestes quatro anos, apenas exigir sacrifícios "àqueles que menos têm", enquanto que os "senhores" alcançam "lucros escandalosos" e "muitos deles deviam estar presos".

"Afinal a crise não é para todos, é para quem trabalha, vive da sua reforma, pensão ou pequeno rendimento. Para os 'senhores' é a vara larga e muitos deles deviam era estar presos, tendo em conta aquilo que fizeram na banca e em termos de corrupção", afirmou.

O secretário-geral do PCP falava em Beja, na apresentação dos candidatos da CDU por aquele círculo eleitoral às eleições legislativas do próximo dia 27 de Setembro, que será novamente liderada pelo actual deputado José Soeiro.

Aludindo à política "profundamente fracassada" do Governo PS, Jerónimo de Sousa referiu que, durante estes quatro anos, foram exigidos "sacrifícios" à "maioria do povo", primeiro em nome do "combate ao défice das contas públicas" e depois, passada "essa fase ou essa farsa", para responder à crise internacional.

O primeiro-ministro, José Sócrates, disse, "encontrou outro culpado" para exigir sacrifícios, "desvalorizando os salários, pensões e reformas, aumentando o desemprego, levando milhares e milhares de pequenos empresários e agricultores à ruína".

Segundo o líder comunista, Sócrates "nunca explicou ao povo, e devia explicar, porque é que, num quadro de crise ou mesmo de combate ao défice, exigiu sacrifícios apenas àqueles que menos têm e menos podem".

Já os "principais responsáveis da crise", que são "o sector financeiro e imobiliário", frisou, "continuam a alcançar lucros escandalosos de um milhão de euros por dia, como se verificou neste primeiro trimestre" do ano.

"Os 17 maiores grupos económicos conseguiram cerca de 1.170 milhões de euros de lucro nestes três meses", acrescentou.

Num discurso em que apelou ao reforço de votos na CDU, no próximo acto eleitoral, para "derrotar a política de direita", o secretário-geral do PCP não deixou também passar em "branco" a demissão do ministro da Economia, Manuel Pinho.

"Não admira que haja ministros irritados quando o PCP e a CDU denunciam a sua política e a sua propaganda. Podem perder a cabeça, mas o importante é que reponham aqui, no Alentejo, o que é devido aos trabalhadores alentejanos, particularmente aos trabalhadores mineiros de Aljustrel", ou seja, os empregos, salientou.

Já o cabeça-de-lista da CDU às legislativas pelo círculo eleitoral de Beja, José Soeiro, garantiu que Manuel Pinho "não resistiu" por ver que "os alentejanos não trocam a sua dignidade por um qualquer chequezinho da EDP" e por "não desculpar a acção fiscalizadora dos deputados comunistas na Assembleia da República".

O candidato e actual deputado saudou também a luta dos habitantes e dos mineiros de Aljustrel "contra as manobras, mentiras, os negócios obscuros e as cumplicidades do actual Governo do PS" com as empresas que têm detido a Pirites Alentejanas, concessionária do complexo mineiro daquele concelho.

Foi essa luta, disse, que "desgastou, desmascarou e levou à demissão do ministro Manuel Pinho", o qual "levou os indicadores à testa e investiu contra a bancada do PCP", mas "acabou derrotado e demitido, como não podia deixar de ser".

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Na verdade...

Mas claro que isso nunca vai acontecer portanto não corremos esse risco nem o PCP essa vergonha... ...

09.07.2009 17:19

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