Jerónimo de Sousa desvalorizou hoje o caso da saída de Domingos Lopes, antigo membro do Comité Central e militante há 40 anos, e as violentas críticas ideológicas que enviou, por carta, à direcção do PCP no início de Setembro, como noticia hoje o PÚBLICO. O secretário-geral comunista criticou no entanto, a oportunidade de tal atitude na véspera das eleições.
“É a formalização de um processo que já era”, comentou o também líder na CDU com ar indiferente, durante uma acção de campanha na baixa de Algés ao princípio da manhã. Jerónimo de Sousa acrescentou no entanto, ter dúvidas quanto à “data escolhida”, tão próxima das eleições. “Obviamente, saiu”, acrescentou, peremptório.
“Tenho sempre esta reflexão mais ou menos filosófica se se pode sair de um sítio onde já não se está.” E acrescentou que “desde o início deste ano entraram mil novos militantes para o PCP. É a lei da vida. A grande notícia, o grande facto é: sai um, saem dez, entram mil. Estamos bem.”
Notícia actualizada às 11h55


