O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, desvalorizou o facto de Francisco Louçã e alguns elementos da direcção do Bloco de Esquerda terem subscrito planos de poupança reforma (PPR), quando se dizem frontalmente contra este sistema.
Jerónimo de Sousa disse não ter qualquer PPR nem conta-poupança, apenas uma conta bancária normal, "por razões de ética e de forma de estar na política". "Há que ser coerente", rematou.
O Expressorevela que Francisco Louçã e outros elementos do Bloco de Esquerda investiram em PPR, enquanto deputadas bloquistas compraram acções em privatizações, apesar de o programa eleitoral do partido defender o fim dos planos-poupança reforma.
Jerónimo de Sousa afirmou que o sistema de apoio e protecção social "deve ser centrado no Serviço nNcional de Saúde e de Segurança Social que garante as situações de desemprego, doença e velhice". Mas também disse compreender que, "com carácter de complementaridade" algumas pesoas possam ter benefícios fiscais em PPR, mas que a CDU defende que devem ter "carácter meramente transitório".
Sem querer criticar directamente a opção dos activistas do Bloco de Esquerda, Jerónimo disse que devem ter feito isso "como cidadãos e não como dirigentes do BE".
"Devemos é jogar forte pelo sistema da Segurança Social, com um conteúdo universal e geral. É no sistema público que tem de se encontrar respostas que hoje são devidas a muitos portugueses, particularmente a reformados e trabalhadores", defendeu.
Jerónimo de Sousa referiu ainda que a campanha eleitoral tem sido perturbada com várias questões laterais, que "podem ter alguma relevância, mas que estão deslocalizadas da batalha eleitoral".
Notícia substituída às 15h12


