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Candidato às presidenciais defende apoio às associações de militares

Jerónimo de Sousa contra criação de sindicatos nas Forças Armadas

23.11.2005 - 17:28 Por Lusa

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Jerónimo de Sousa considera que as associações de militares podem contribuir para "ultrapassar crispações e tensões" Jerónimo de Sousa considera que as associações de militares podem contribuir para "ultrapassar crispações e tensões" (Tiago Petinga/Lusa)
O candidato presidencial Jerónimo de Sousa manifestou-se hoje contra a criação de sindicatos nas Forças Armadas, mas defendeu uma valorização do papel das associações de militares para "ultrapassar crispações e tensões" no Exército, na Marinha e na Força Aérea.

"Não temos uma visão de sindicalização das Forças Armadas, mas consideramos que as associações são um bem, um avanço, uma forma de intervenção que ajudaria o país e as instituições a resolver os problemas das Forças Armadas", disse o candidato apoiado pelo PCP e pelo Partido Ecologista "Os Verdes", numa conferência de imprensa sobre o papel do Presidente da República na área da defesa, enquanto comandante supremo das Forças Armadas.

Por outro lado, Jerónimo de Sousa considera que as associações de militares devem ser encaradas "não com uma dimensão sindical", mas "com uma dimensão participativa" que pode contribuir para "ultrapassar crispações e tensões".

Numa declaração repleta de críticas à Aliança Atlântica e ao envolvimento de Portugal na organização, o candidato defendeu ainda a necessidade de "uma resposta mais clara" por parte do Governo relativamente à alegada realização de escalas em aeródromos ou aeroportos portugueses por aviões da agência norte-americana CIA, já com o actual Executivo em funções, como afirma hoje a revista "Focus".

"É preciso saber se os nossos aeroportos foram usados para a deslocação de prisioneiros, numa prática que roça a barbárie. A resposta do Governo foi bastante evasiva e devia ter sido mais clara", criticou o dirigente comunista, afastando a possibilidade de levar, para já, a instâncias internacionais um assunto que "deve primeiro ser tratado em Portugal".

Já hoje, o PCP reiterou, no Parlamento, a urgência de o Executivo esclarecer a utilização do espaço aéreo português por aviões da CIA.

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