O secretário-geral do PCP congratulou-se hoje com a decisão do procurador-geral da República de ordenar a abertura de um inquérito às declarações do bastonário da Ordem dos Advogados sobre a existência de corrupção no Estado.
"É evidente que não pode ficar pendurada uma afirmação desta natureza e o procurador Pinto Monteiro está a exercer aquilo que a lei e a Constituição lhe conferem”, afirmou Jerónimo de Sousa, sublinhando o “aprofundamento da verdade ajudará sempre”.
Para o líder comunista, as acusações de Marinho Pinto, de que existe corrupção cometida de forma impune, incluindo entre altos cargos do Governo, são caso para “afirmar que não pode haver fumo sem fogo”.
Questionado sobre se Marinho Pinto deveria ter revelado nomes ou se deverá guardar essa informação quando responder na Assembleia da República, Jerónimo de Sousa foi cauteloso na resposta.
"É evidente que nestas coisas profundamente melindrosas não pode ser feita uma acusação concreta e fulanizada na praça pública, pode ter feito bem em omitir nomes, agora isso não invalida que através dos mecanismos da justiça e do Ministério Público se proceda a devidas averiguações, ao apuramento da verdade", explicou.


