O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, afirmou hoje em Setúbal que a decisão do Governo de ratificar o Tratado de Lisboa na Assembleia da República “é o rasgar de mais uma promessa” eleitoral do PS.
“Não lembrava ao diabo o argumento do primeiro-ministro, de dizer que – contrariando até aquilo que tinha dito anteriormente –, afinal não é bem um Tratado idêntico àquele que foi derrotado pelos povos de França e da Holanda”, disse Jerónimo de Sousa.
O líder do PCP, que defende a realização de um referendo, falava aos jornalistas depois de participar numa acção de solidariedade para com 209 trabalhadores da Gestnave, que estão sob ameaça de desemprego.
“É uma grande mistificação, é uma justificação inaceitável e insustentável”, disse Jerónimo de Sousa, acrescentando que “a questão do método tem alguma importância política, porque é mais uma promessa rasgada, tal como fez (o primeiro-ministro) em relação aos impostos, ao emprego, reformas e pensões e código do trabalho”.
“Aquilo que se verifica é que este governo começa a ser useiro e vezeiro em rasgar compromissos eleitorais que lhe deram o resultado eleitoral bastante significativo, com base nessas promessas que hoje rasga sem corar de vergonha”, concluiu o dirigente comunista.


