Jardim nega que tenha enganado a população

27.01.2012 - 20:21 Por Lusa

  • Votar 
  •  | 
  •  0 votos 
O presidente do Governo da Madeira negou que tenha enganado a população, mas admitiu que se teve de vergar às “exigências” do plano de assistência financeira.

“Eu não enganei os madeirenses porque disse aos madeirenses que não ia haver portagens nem ia haver taxas moderadoras e, de facto, não há. Há um processo de racionalização de despesas na saúde”, declarou Alberto João Jardim na conferência de apresentação do plano de assistência financeira.

“E quando eu disse que eu não queria aumentar os impostos nem retirar o subsídio de insularidade era a minha intenção, agora devo-lhe dizer, tem razão que tive que me vergar às exigências”, afirmou, justificando: “Ou ficava sem plano de ajustamento financeiro ou então tinha mesmo que ceder alguma coisa para poder garantir o futuro da região”.

O responsável reiterou que não se arrepende do que fez.

“Muitos dos que me estão a atacar foram os que ainda exigiam que eu fizesse mais do que aquilo que fiz e agora vêm todos armar-se em virgens santificadas e dizer que não se devia ter feito o que se fez”, observou, reconhecendo que “a vida política democrática tem destas cosias”.

Questionado se considera que se o plano fosse conhecido antes das eleições regionais de 9 de Outubro os madeirenses lhe tinham dado a vitória, Alberto João Jardim respondeu: “Não sei, porque as eleições últimas, principalmente, foram viciadas por muitos dos seus colegas da comunicação social”.

Relativamente ao teto de investimento de 150 milhões de euros, Alberto João Jardim esclareceu: “Estou convencido de que o Governo perante a opinião pública quis manter com firmeza este teto dos 150 milhões”.

A este propósito assegurou que o ministro das Finanças admite que “em certas condições excepcionais e bem fundamentadas se possa fazer uma revisitação de tudo isto”.

Sobre as privatizações, o presidente do Governo regional disse não ter “qualquer preconceito em relação ao investimento estrangeiro”, sublinhando que se vive “num mundo de economia global”.

“Pode vir quem quiser, desde que o poder político se exerça e obrigue ao respeito de todos”, defendeu, lembrando: “Eu não me deixo desobedecer, de modo que pode vir quem quiser”.

Aos jornalistas, Jardim acrescentou que a sua intenção “é cumprir o mandato”.

“Até para não fazer a vontade a todas as pressões que foram feitas antes e depois das eleições regionais e depois as eleições regionais, algumas até dentro do PSD nacional, para que eu hoje não estivesse hoje aqui sentado, nem que seja para chatear essa gente”, afirmou.

O presidente do Governo da Madeira destacou, ainda, o “acompanhamento permanente” do Presidente da República neste processo, assim como da “vontade enorme” do Governo de Lisboa de encontrar um acordo na quarta-feira.

Sobre o primeiro-ministro, acrescentou: “Nunca tive má opinião sobre ele. (...) Quando se discorda de uma pessoa isso não é uma guerra. Como líder do partido, nunca mais me viu a andar aqui a criar problemas internos, a situação do país tem que ser a de um por todos, todos por um e mesmo assim vai ser muito difícil”.

Estatísticas

  • 9 leitores
  • 0 comentários

URL desta Notícia

http://publico.pt/1531096

Comentário + votado

X

Mais em Política (22 de 29 artigos)

Região recebeu 19,4 milhões de financiamento de urgência em 2011