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Líder do PSD visitou a Madeira

Jardim espera que Passos Coelho “dê um bom primeiro-ministro”

21.08.2010 - 19:34 Por Tolentino de Nóbrega

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Os dois líderes encontraram-se hoje Os dois líderes encontraram-se hoje (Foto: Adriano Miranda/arquivo)
Primeira reunião na sede do partido, e não na Quinta Vigia, marcada por reservas mútuas e divergências.

Alberto João Jardim, cauteloso, disse esperar que Pedro Passos Coelho “dê um bom primeiro-ministro”. Se o partido o elegeu líder, frisou, "obviamente dará um bom primeiro-ministro".

Por seu lado, o presidente social-democrata assegurou que candidatara-se ao cargo por sentir-se preparado para chefiar o governo de Portugal, acrescentando que cabe ao actual executivo, e não PSD, criar condições de governabilidade, nomeadamente para que o próximo orçamento seja aprovado, reduzindo a despesa pública e não aumentando os impostos.

Igualmente cauteloso na conferência de imprensa dada hoje, antes do seu primeiro encontro de quase duas horas com Jardim, Passos Coelho escusou-se a “abrir um debate na comunicação social” sobre divergências com o líder madeirense com quem aceitou encontrar-se não na Quinta Vigia, sede da presidência do governo regional, como estava anunciado, mas na sede do partido no Funchal.

Também para evitar o embaraço da sua antecessora Manuela Ferreira Leite que na campanha eleitoral para as legislativas utilizou a viatura oficial da presidência do governo para deslocações na ilha e para o encontro com Jardim realizado na sede do governo, Passos Coelho utilizou uma viatura alugada nesta visita à Madeira, durante a qual, instado a comentar as divergências com a proposta de Jardim que ignorou no projecto de revisão constitucional, garantiu que “não existe seguramente qualquer desconfiança em relação ao processo autonómico”.

Autonomias "maduras"

Antes, no final da sessão solene do Dia da Cidade, para a qual fora convidado pelo presidente da câmara do Funchal e seu apoiante, Miguel Albuquerque, Passos Coelho reconheceu que as autonomias da Madeira e Açores são experiências “maduras”, um “orgulho para a democracia e experiência constitucional” de Portugal, o que, acrescentou, “não significa que não haja progressos e ainda a possibilidade de fazer aperfeiçoamentos”.

Passos Coelho rejeitou ter-se sentido atingido pelo discurso proferido na cerimónia pelo presidente do governo madeirense que defendeu que os direitos regionais devem ser reconhecidos no âmbito da unidade nacional. “É natural que presidente do PSD-M tenha uma visão não inteiramente coincidente em matéria de autonomias”, ressalvou.

Aliás, o próprio Jardim, na conferência de imprensa em que cedeu a presidência da mesa a Coelho, que ladeou com Albuquerque, lembrou, a propósito das divergências em várias matérias - caso da lei das finanças regionais e do projecto de revisão constitucional, que geraram um clima de crispação entre ambos - que ao longo dos anos e com vários presidentes do PSD existiram discordâncias. No entanto, salientou, “muitas vezes o PSD nacional viveu climas de conspiração e tentativas de derrubar o líder, mas nunca viram partir da Madeira qualquer iniciativa” nesse sentido. “Houve sempre uma grande lealdade por parte do PSD-M para com quem está legitimado para dirigir o partido”, disse.

Reconhecendo a autonomia estatutária do PSD-Madeira, Passos Coelho disse que o projecto de revisão constitucional que o partido vai apresentar na Assembleia da República “traduz também esse desiderato, não só em relação às autonomias mas também do princípio de subsidiariedade”. Quanto à proposta dos sociais-democratas madeirenses, aprovado no parlamento insular, sublinhou que o “PSD não é a Assembleia Legislativa, tem um projecto próprio que não absorve aquele projecto mas tem aspectos importantes para a autonomia regional”, uma questão que considerou estar “bem tratada”.

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Comentário + votado

Vira Casacas

João Jardim já não me surpreende! Este homem é capaz de dizer hoje uma coisa ...

persistente

22.08.2010 21:53

X

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