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Líder do PSD-Madeira discursou perante o Conselho Nacional do partido

Jardim critica “idiotas úteis” que no PSD criticaram Menezes e elogiaram Sócrates

25.04.2008 - 16:27 Por PÚBLICO

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Alberto João Jardim Alberto João Jardim (Miguel Silva (arquivo))
O presidente do PSD-Madeira, Alberto João Jardim, esteve no Conselho Nacional do partido, que terminou na madrugada de ontem, onde considerou “execrável” a oposição interna à liderança de Luís Filipe Menezes, acusando de “idiotas úteis” aqueles que além de atacarem o líder fizeram elogios a José Sócrates. Quanto ao futuro líder social-democrata, Jardim antecipou o seu apoio a Santana Lopes, considerando que Manuela Ferreira Leite “faria um grande serviço ao partido, não se candidatando”.

Alberto João Jardim falava antes de se confirmar a candidatura do líder da bancada parlamentar do PSD, Santana Lopes, que ao final da tarde de ontem disse estar na corrida para a liderança do PPD/PSD nas eleições directas convocadas pelo Conselho Nacional para o próximo dia 31 de Maio. Santana Lopes avança assim contra Manuel Ferreira Leite, Neto da Silva, Patinha Antão e Pedro Passos Coelho.

Jardim, que recebeu o apoio de alguns social-democratas para avançar também com uma candidatura, afirmava no final do Conselho Nacional que o seu projecto de candidatura à liderança não está "enterrado" mas disse que irá aguardar até ao fim do prazo de apresentação dos candidatos. Horas depois Santana Lopes apresentava a sua candidatura.

Antecipando essa candidatura, Jardim afirmou no Conselho Nacional que a oposição ao líder demissionário foi “execrável”, mas que perante o novo cenário de eleições directas os nomes até então conhecidos para a sucessão de Menezes e a “manter-se o quadro fraccionado” em que se encontra o partido, Santana Lopes receberia o seu apoio se fosse candidato, ao contrário de Manuela Ferreira Leite, que considerou não ter “hipóteses de ganhar 2009”.

Discurso de Alberto João Jardim no Conselho Nacional do PSD

"Não posso, responsavelmente, deixar de expressar a minha preocupação com a situação nacional do Partido que tem o mandato democrático de governar a Região Autónoma da Madeira, bem como todos os seus Municípios. Todos sabem que fui dos primeiros a apoiar a solução Santana Lopes quando da imprescindível aceitação por Durão Barroso, da presidência da União Europeia. E se o Pedro resolver avançar de novo, não me lhe oporei, antes, a manter-se este quadro fraccionado, terá o meu apoio. Embora, com toda a franqueza, eu acho que, então, a hostilidade a Sampaio merecia ser concretizada nos termos constitucionalmente possíveis, quando do vergonhoso "golpe de Estado" constitucional que nos trouxe ao presente estado de coisas.

Todos sabem que, nas últimas eleições internas, não votei no Companheiro Luís Filipe Menezes.

Todos sabem que, no discurso que fiz no Congresso Nacional da sua posse, em tom de dúvida metódica exprimi-lhe a confiança de que seria ele próprio a assumir a ética da avaliação das suas possibilidades para Outubro de 2009, durante o primeiro trimestre desse ano. Mas, a partir do momento em que o Dr. Filipe Menezes assumiu a presidência do Partido, ele pode confirmar a lealdade, a solidariedade e o respeito que lhe dediquei. Não fiz mais do que o meu dever de militante.

O execrável, foi a oposição interna constante que, desde logo, lhe passou a ser movida organizadamente. O execrável, foi ver, a pretexto dessa oposição, nomes do Partido até a elogiar Sócrates e a sua política desastrosa, aquilo em que em linguagem técnica de Acção Psicológica, se os classifica de "idiotas úteis". O execrável, foi o narcisismo de alguns, satisfazer o respectivo ego, ao perorar dislates em programas de comunicação social. Autênticos marionetas da "esquerda", ao se disporem a camuflar com o nome do PSD, programas onde de facto o Partido não tinha, nem tem voz.

Tudo isto com eleições à porta, onde temos de dar o tudo por tudo!

Tudo isto foi e é execrável. Discordar, sim, é legítimo. Facas nas costas, em benefício do adversário, tal é abominável!

Hoje, o Luís Filipe Menezes pode crer que ganhou uma amizade minha, para o futuro, para a vida, mais intensa e solidária do que há meses atrás. O que Lhe fizeram, não se faz! E até compreendo o desgaste legítimo a que chegou.

Seria imoral que o Partido beneficiasse os infractores!

Seria suicídio, o Partido julgar que os Portugueses têm memória curta em relação a actos governativos que então repudiaram.

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Comentário + votado

que bom

Só se atira às árvores que dão fruto!!!! Força Jardim. Os imcompetentes e invejosos que se cuidem. ...

Duarte Jesus

28.04.2008 23:11

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