Jardim considera um "insulto" Portugal ser governado por Sócrates 
27.07.2008 - 19:00 Por Lusa, PÚBLICO
Alberto João Jardim considera “um insulto” que Portugal seja governado por um primeiro-ministro como José Sócrates, a quem classificou como o “grande inimigo da Madeira”, e garantiu o empenho da região numa mudança política.
“Quero dizer aos portugueses que vivem em Lisboa que isto chegou a um tal estado que não estejam à espera dos partidos políticos da oposição. Somos nós, povo, que temos que mudar Portugal”, afirmou o presidente do governo regional da Madeira, perante os milhares de apoiantes que acorreram à festa anual do PSD-Madeira, em Chão da Lagoa.
Jardim garantiu que “os portugueses do continente podem contar com os portugueses da Madeira para dar a volta que tem que se dar dada a Portugal”, pois “Sócrates não pode continuar a governar Portugal”. “Eu julgo mesmo que é um insulto aos portugueses ser governados por Sócrates”, insistiu.
Apesar das promessas de moderação que fez no início da festa, o líder regional acabou por apelidar o primeiro-ministro de “grande inimigo da Madeira”, acusando-o de querer “parar com o desenvolvimento roubando dinheiro” à região autónoma. “Esse indivíduo faz o que há de menos ético num Estado democrático, usou o Estado para fazer combate político”.
Numa festa para que não convidou a líder nacional do PSD, que optou por estar este fim-de-semana nos Açores, Jardim voltou a dizer que o arquipélago está “ocupado por forças de ocupação colonial”, como a PSP e os tribunais, e o Governo da República “não investe um tostão na região”
“Eu bem sei que lá, em Lisboa, as forças que podiam mudar Portugal querem é, às cinco da tarde, mudar de camisa e ir para casa ver televisão. É um país que está acovardado, é um país que está rendido, é um país que está completamente conformado, mas há aqui, na Madeira, um Portugal que não se conformou”, garantiu.
O secretário-geral do PSD-M, Jaime Ramos, recordou, por seu lado, que quem quer ter ilhas no Atlântico “tem de pagá-las, tem de sustentá-las”. “Se Portugal que manter a Madeira unida a Portugal tem de pagar a tempo e horas senão vai ter uma acção de despejo”, avisou.
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