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Jardim considera dívida abençoada e diz que não faz política para contabilistas

28.09.2011 - 22:04 Por Lusa

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O presidente do Partido Social-Democrata-Madeira (PSD-M), Alberto João Jardim, disse hoje que a sua política é para as pessoas e não para agradar contabilistas, ‘troika’ e a União Europeia e que considera “abençoada” a dívida.

“A minha política é para as pessoas. Não estou a fazer política para contabilistas, para a ‘troika’, para agradar a União Europeia, que vai por caminhos errados e que está a suicidar-se”, disse no comício/jantar do PSD-M no Arco-da-Calheta, no concelho da Calheta.

Alberto João Jardim disse, a mais de um milhar de militantes e simpatizantes que enchiam um pavilhão gimnodesportivo, que tinha orgulho por ter feito dívida, porque levou médicos, escolas, estradas, energia e água potável a todo o território da Madeira.

“Tenho orgulho de ter feito dívida. Abençoada seja a dívida”, disse, acrescentando: “A dívida está aí. Foi posta ao vosso serviço, para a dignidade de cada homem e de cada mulher”.

O líder do PSD-M pediu “ajuda” ao povo do Arco-da-Calheta no dia 9 de Outubro, data das eleições legislativas regionais, “para uma vitória esmagadora”.

Para reforçar o apelo, disse: “Vamos mostrar àquela gente, aos políticos de Lisboa que não se pode brincar, nem maltratar o povo madeirense”.

Alberto João Jardim quer “um resultado esmagador e exemplar para os políticos em Lisboa não faltarem ao respeito”, o que motivou palmas da parte dos presentes, que gritavam em coro: “Nós só queremos Alberto presidente”.

O cabeça da lista social-democrata reiterou ainda os quatro objectivos da política do seu mandato caso seja eleito: restaurar as finanças públicas, concluir as obras iniciadas ou adjudicadas, manter o Estado social na Região e alargar a autonomia política.

Alberto João Jardim está no poder desde 18 de Março de 1978, tendo ganho desde então todas as eleições legislativas regionais na Madeira e sempre com maiorias absolutas.

O tema das finanças regionais voltou a estar na ordem do dia depois de o Instituto Nacional de Estatística e o Banco de Portugal terem revelado, a 16 de Setembro, omissões de dívidas de 1.113,3 milhões de euros nas contas da Madeira que obrigam a uma revisão dos défices nacionais entre 2008 e 2010.

A 23 de Setembro, o secretário Regional do Plano e Finanças da Madeira, Ventura Garcês, afirmou que a dívida da região era de 5,8 mil milhões de euros a 30 de Junho último.

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, já anunciou que o relatório de avaliação orçamental e financeira sobre a Madeira será apresentado a 30 de Setembro.

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