Alberto João Jardim garantiu nesta quarta-feira à tarde que fará, “sempre que necessária”, uma “resistência legítima e democrática” ao que, “colonialmente, de fora nos querem impor”.
“A Madeira não se rendeu, nem se rende a Lisboa, apesar das tentativas dolosas e ilegais de, em Lisboa, se ter procurado interferir nos resultados eleitorais últimos, com descaramento e infantilidade estratégica”, declarou Jardim, ao ser empossado pela décima vez no cargo de presidente do governo regional. No discurso de cerca de uma hora, Jardim, numa indirecta ao primeiro-ministro, avisou que o seu “partido é a Madeira”.
O chefe do executivo madeirense, frisando que a região não participou nas negociações com a troika, reclamou para os madeirenses “o mesmo direito dos restantes portugueses em ver também resolvida a sua situação financeira”. Reiterou que a questão das contas regionais “serve as mil maravilhas para não se falar do resto, apesar de o passivo madeirense, no seu global, ser uma gora no oceano do descalabro português”. Segundo Jardim, “enquanto se fala da Madeira na opinião pública, esta fica alienada, distorcida, enganada, dos verdadeiros grandes problemas que vai enfrentar e sofrer”.
Jardim, prometendo ficar até ao final do mandato, traçou como seus quatro grandes objectivos “continuar a lutar pelo reconhecimento dos direitos autonómicos”, “reorganizar a situação financeira da região”, “acabar as obras lançadas” e “manter o estado social” no arquipélago. Estes objectivos da legislatura farão parte do Programa de Governo e do Orçamento para 2012 que “dentro de semanas” serão submetidos a apreciação do parlamento regional.


