Jaime Gama realça imagem positiva do Parlamento junto da opinião pública

03.09.2009 - 16:04 Por Lusa
O presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, sublinhou hoje, em Coimbra, a imagem positiva que os portugueses têm do Parlamento e que coloca a instituição numa "posição aceitável" face a congéneres da União Europeia.
"O Parlamento português é, em credibilização junto da opinião pública, o segundo dos órgãos de soberania em valorização positiva", disse, referindo-se a sondagens que têm sido publicadas. Jaime Gama falava aos jornalistas à margem da 60ª Conferência da Comissão Internacional para a História dos Parlamentos e das Instituições Representativas, a decorrer hoje em Coimbra e que termina sexta-feira na Assembleia da República.
Frisou que comparativamente a estudos idênticos realizados ao nível da União Europeia o Parlamento português situa-se "na faixa superior e não inferior". "Com esses dados, podemos dizer que, comparativamente, estamos numa situação aceitável, isto significa que devemos ser ainda mais exigentes, para ser melhores", considerou.
Confrontado com a relação entre as intervenções parlamentares e a qualidade da democracia, Jaime Gama disse que "a melhoria deve ser de todos nós, desde o mais simples cidadão ao mais responsável". "Ninguém se deve remeter à inércia ou maledicência pela maledicência, todos devemos responder ao desafio das insuficiências com a qualidade, a frontalidade e a coragem das respostas e das acções", disse.
Já o antigo presidente da Assembleia da República António Barbosa de Melo afirmou que "o parlamentar está exposto a uma contínua crítica que, se calhar, até lhe faz bem, porque poderia imaginar que estava no seu trono e também é um mortal como os outros". "No fundo, isto também é um elemento positivo na sociedade, a sociedade espera das pessoas que fazem política que elas façam coisas úteis, boas para a comunidade", referiu aos jornalistas, após abordar na conferência o tema "Parlamento e Democracia".
Para Barbosa de Melo, "a democracia tem entorses que procedem não das estruturas, mas da falta de preparação das pessoas que se põem a ser democratas", daí que defende que "não há nada a refundar" quando se fala de democracia. "A democracia é um sistema que está sempre em crise, felizmente, é o único regime com o qual uma pessoa pode pactuar", disse.

