• Primeira esplanada Time Out do mundo abre na Avenida da Liberdade
  • Restaurantes de topo com menus a 20 euros
  • Do Brasil a Portugal vão 6764.257 km de ilustração

Edil de Oeiras lembra que já não é militante

Isaltino de Morais diz que demissão foi "atitude clarividente" de Menezes

18.04.2008 - 15:42 Por Lusa

  • Votar 
  •  | 
  •  0 votos 
Isaltino Morais diz que o PSD tem de decidir se é um partido de quadros ou de massas Isaltino Morais diz que o PSD tem de decidir se é um partido de quadros ou de massas (Dulce Fernandes)
O presidente da Câmara de Oeiras, Isaltino Morais, disse hoje que Luís Filipe Menezes teve "uma atitude clarividente" quando decidiu demitir-se da liderança do PSD e convocar eleições directas antecipadas para 24 de Maio.

"Foi uma atitude clarividente por parte do Dr. Luís Filipe Menezes. Não sou do PSD, como cidadão acho que há muitos nomes que se perfilam e têm a oportunidade de avançar e apresentar as suas alternativas. Quais as propostas diferentes que têm e qual o programa alternativo", disse o autarca à margem do torneio de ténis Open do Estoril.

Isaltino Morais, que abandonou o PSD depois de 30 anos de militância em litígio com a anterior direcção, presidida por Luís Marques Mendes, confessa que não ficou surpreendido com a demissão de Luís Filipe Menezes, anunciada quinta-feira à noite.

"Eu não voto, não sou militante, mas naturalmente mentiria se dissesse que não me preocupa o que se passa porque foram 30 anos que dei ao PSD. Gostaria que tudo corresse bem e que o PSD encontrasse o líder adequado, até porque acho que era bom para o país. Uma oposição credível é bom para o país", sustenta.

O autarca diz que é necessário clarificar se o PSD é um partido de quadros ou de massas, "ou se é um partido de elites".

"Não há elites que vão a lado algum sem tropa", avisa Isaltino, acrescentando que era difícil para Menezes fazer "uma oposição sustentada" e "ter disponibilidade mental para desenvolver uma oposição" quando tinha que lidar com permanentes críticas internas.

O presidente do PSD, Luís Filipe Menezes, anunciou na quinta-feira que vai solicitar na próxima semana ao Conselho Nacional do partido a convocação de eleições directas para 24 de Maio e disse que não está na corrida.

Luís Filipe Menezes reconheceu que o partido está "muito doente", depois de ter apontado a "oposição interna nada corajosa de militantes", a "crítica permanente" e os "insultos pessoais" que, a seu ver, "destruíram o PSD, desgastaram a sua imagem de partido alternativo".

Estatísticas

  • 11 leitores
  • 11 comentários

URL desta Notícia

http://publico.pt/1326283

Comentário + votado

politica sem "malandrices"

ainda tem direito a comentário? haja vergonha e bom senso...é por causa de certas pessoas que o psd ...

Anónimo

20.04.2008 12:05

X

Mais em Política (14 de 15 artigos)

Menezes reconheceu ontem que o PSD está "muito doente" Bloco de Esquerda: Menezes "não sabia o que havia de fazer"