Inês de Medeiros tenciona "obviamente cumprir o mandato" se for eleita pelas listas do Partido Socialista nas próximas legislativas (está em terceiro lugar). "Implica uma mudança radical na minha vida", reconheceu ao PÚBLICO a actriz e realizadora, que vive em França, embora passe temporadas em Portugal.
"Tenho a minha base em Paris, a minha família, por isso vou ter que repensar a minha vida", explicou. No entanto, aceitou o convite porque o considera "irrecusável" para quem tem alguma ligação com a política. "Ou não quereria ter nada a ver com política, e não é o caso, ou era impossível recusar", diz a mandatária de Vital Moreira nas europeias. "Se queremos mudanças temos que nos envolver. Chegou a altura de a minha geração se envolver." Nas europeias tomou "consciência de que há uma certa política que gostaria que fosse feita de outra maneira". E, quando o convite chegou, achou que estava na altura certa da vida para o aceitar. No Parlamento tenciona dar atenção a três temas que lhe interessam em particular: "A cultura, numa perspectiva diversificada e transversal a vários ministérios, as mulheres e a imigração."


