Independente desmente gabinete do primeiro-ministro sobre licenciatura

18.04.2007 - 20:24 Por PUBLICO.PT
A Universidade Independente desmentiu esta tarde o gabinete do primeiro-ministro quanto à data de conclusão da licenciatura de José Sócrates, indicando que o seu antigo aluno terminou o curso a 8 de Setembro de 1996, um domingo, e não a 8 de Agosto do mesmo ano, como indicou São Bento.
No certificado de habilitações que José Sócrates entregou na Câmara da Covilhã escreve-se que o primeiro-ministro teria concluído a sua licenciatura no dia 8 de Agosto de 1996. Confrontado com o certificado de habilitações da Covilhã, o gabinete do primeiro-ministro disse ao "Expresso" no sábado passado que estava "demonstrado" que o primeiro-ministro se licenciou em 8 de Agosto, ficando assim "explicada a situação de uma alegada conclusão da licenciatura num domingo: podia ter acontecido, mas não aconteceu".
As explicações dadas hoje em conferência de imprensa por Lúcio Pimentel, presidente do Conselho de Administração da SIDES, empresa que detém a Universidade Independente, vêm confirmar a notícia do "Expresso" do dia 31 de Março, sobre o facto de José Sócrates ter terminado a sua licenciatura a 8 de Setembro de 1996, um domingo, notícia essa que os assessores do primeiro-ministro tentaram desmentir ao semanário na passada semana.
Nas declarações aos jornalistas, Lúcio Pimentel declarou que a “data de conclusão da licenciatura de José Sócrates é a 8 de Setembro de 1996, tal como consta no processo individual” que a instituição dispõe.
Questionado sobre o certificado de habilitações apresentado na autarquia da Covilhã, Lúcio Pimentel disse que a universidade “não tem esses elementos no dossier individual e académico do aluno José Sócrates”.
O responsável anunciou que após a conferência de imprensa desta tarde iriam ser distribuídas as pautas de avaliação das cinco cadeiras que o primeiro-ministro concluiu na Independente.
Quanto à cadeira de Inglês Técnico, a universidade informa que a nota final foi decidida com base no trabalho escrito enviado por Sócrates em Agosto de 1996 e numa avaliação oral. O facto do trabalho escrito ter sido entregue e avaliado em Agosto justifica-se, segundo Lúcio Pimentel, com o estatuto de trabalhador estudante do que o primeiro-ministro beneficiava.
Independente tem viabilidade pedagógica e financeira
Quanto ao futuro da universidade, que foi notificada segunda-feira da semana passada de um despacho provisório de encerramento compulsivo, Lúcio Pimentel garantiu que na instituição existe normalidade pedagógica e viabilidade financeira, sublinhando ainda a “excelência do ensino”.
Até se saber uma decisão final sobre o futuro da Independente, o responsável indicou que não serão prestadas mais declarações. “As polémicas passadas estão enterradas”, acrescentou.

