A atenção da candidata da CDU ao Parlamento Europeu virou-se hoje para os pequenos comerciantes. Ilda Figueiredo encontrou as ruas do centro de Aveiro vazias e ouviu queixas dos lojistas, terminando a “arruada” com um sentimento de “tristeza”.
Ao longo de mais de uma hora, Ilda Figueiredo e Adelino Nunes, da lista da CDU às eleições europeias, acompanhados por uma banda e uma comitiva de cerca de 30 pessoas, percorreram algumas ruas do centro da cidade, mas praticamente só se cruzaram com comerciantes, em lojas vazias.
“À porta, estamos o dia todo à porta a ver as pessoas a passar”, queixou-se um comerciante, que acusou “esses bandidos” de “não quererem saber dos pequeninos”.
Numa sapataria, a lojista lamentava que, nos últimos dez anos, “isto caiu a pique”.
Ilda Figueiredo, que hoje esteve “em casa” – a candidata é natural do distrito de Aveiro – confessou-se triste por constatar esta realidade.
“Eu que tenho aqui raízes, está a custar-me ver isto. Algo não está bem”, comentou com um casal, dono de uma retrosaria.
Ilda Figueiredo encontra duas explicações para os problemas do comércio tradicional: a baixa de poder de compra, em sequência do agravamento do desemprego, e o predomínio das grandes superfícies.
Mas nem tudo foram tristezas na acção de rua de hoje à tarde, e a candidata ainda teve oportunidade de ouvir um piropo.
“Ó D. Ilda Figueiredo, a sôtora está óptima”, disse-lhe um idoso, ouvindo por resposta: “Muito obrigada, mas com um bom resultado no dia 7 ficamos todos melhor”.


