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Governo anunciou medidas de combate ao défice

Idade da reforma na função pública vai subir para 65 anos

25.05.2005 - 16:33 Por Lusa

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O primeiro-ministro propôs hoje fixar o subsídio de doença para todos os trabalhadores, do Estado e do sector privado, em 65 por cento do salário O primeiro-ministro propôs hoje fixar o subsídio de doença para todos os trabalhadores, do Estado e do sector privado, em 65 por cento do salário (Manuel de Almeida/Lusa)
O primeiro-ministro, José Sócrates, anunciou hoje no Parlamento que a idade de reforma dos funcionários públicos vai aumentar seis meses por ano a partir de 2006, para que no prazo de uma década seja de 65 anos, equiparando o regime da função pública ao sector privado.

Actualmente os trabalhadores da Administração Pública podem reformam-se aos 60 anos de idade.

Entre as medidas anunciadas no Parlamento para responder à situação de crise das finanças públicas, José Sócrates anunciou que, "em nome do princípio da igualdade" e da "moralização e justiça", o Governo apresentará uma proposta para acabar com as subvenções vitalícias para titulares dos cargos políticos.

"Ontem, o Conselho de Ministros aprovou uma proposta legislativa que acaba com os privilégios, que acaba com as subvenções vitalícias dos titulares dos cargos políticos", disse.

O primeiro-ministro anunciou que fará convergir os diferentes regimes de segurança social, salientando que "todos no sector público terão exactamente o mesmo regime dos outros trabalhadores".

Sócrates anunciou ainda a intenção de aproximar progressivamente o regime de cálculo da segurança social dos trabalhadores que entraram na função pública antes de 1993 ao regime daqueles que entraram depois, que é menos favorável.

O primeiro-ministro propôs fixar o subsídio de doença para todos os trabalhadores, da função pública e do sector privado, em 65 por cento do salário. Actualmente, uma "baixa" por doença no sector privado é paga a 55 por cento, enquanto que no sector público é paga a 100 por cento, lembrou Sócrates, defendendo que esta desigualdade é "inaceitável".

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Comentário + votado

Não há ninguém que ponha estes trapaceiros no olho da rua?

De tudo usaram para assaltar o poder. Ganharam a maioria, comportam-se com uma arrogância que mete ...

Anónimo

26.05.2005 01:11

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