Saber o que pensa a população portuguesa do funcionamento da sua classe política e das instituições é o objectivo da criação do Barómetro da Qualidade da Democracia em Portugal, que hoje é lançado em Lisboa, pelo Instituto de Ciências Sociais (ICS) da Universidade de Lisboa.
O responsável pelo ICS, António Costa Pinto, que irá dirigir o projecto em conjunto com dois outros investigadores do ICS, Luís de Sousa e Pedro Magalhães, explicou ao PÚBLICO que "a ideia é criar uma instituição autónoma e independente que monotorize a qualidade da democracia" e que "de dois em dois anos promova inquéritos sobre a percepção que os portugueses têm das suas instituições democráticas e a avaliação que fazem da sua eficácia." Estes inquéritos serão bianuais devido aos custos que comportam, embora este projecto vá ser financiado pela União Europeia e por fundações portuguesas.
Para lançar o projecto, o ICS conta com a experiência de investigadores de ciência política de países onde este tipo de observatório já funciona há muito, como é o caso de Inglaterra e da Alemanha e também de Itália, bem como de países onde as experiências são mais recentes: Espanha e África do Sul.
Hoje, no ICS decorre uma conferência para explicar como irá funcionar o observatório com a presença de especialistas de países onde há já este tipo de iniciativa. Além dos três responsáveis e da investigadora do ICS Marina Costa Lobo, intervêm os especialistas: Todd Landman, da Universidade de Essex, Leonardo Morlino, Instituto Italiano de Ciências Humanas de Florença, Heiko Giebler e Bernhard WeBels, do Centro de Ciências Sociais de Berlim, Braulio Gómez, do Instituto de Estudos Sociais de Madrid, e Robert Mattes, da Universidade da Cidade do Cabo.


