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Henrique Neto diz que Pinho devia ter sido demitido há três anos

03.07.2009 - 19:00 Por Lusa

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O antigo dirigente socialista falava à margem da apresentação de um estudo da SEDES O antigo dirigente socialista falava à margem da apresentação de um estudo da SEDES (Carlos Lopes (arquivo))
O antigo dirigente socialista Henrique Neto considerou hoje que Manuel Pinho "já devia ter sido demitido pelo menos há três anos", alegando que o agora ex-ministro da Economia "prejudicou o país várias vezes".

Em declarações aos jornalistas à margem da apresentação de um estudo da SEDES, em Lisboa, o empresário e histórico do PS disse ser "um bocado dramático" que a demissão de Manuel Pinho tenha ocorrido "por uma circunstância que, em termos relativos, é grave do ponto de vista da boa educação, mas que não tem gravidade económica".

"Ele já prejudicou o país, do ponto de vista económico, suficientemente para poder e dever ter sido demitido várias vezes. Agora, é tarde e a más horas, já não tem grande efeito", sustentou.

Opinião diferente tem o antigo ministro das Finanças Silva Lopes, para quem Manuel Pinho foi "um grande ministro". O ex-governador do Banco de Portugal destacou o trabalho de Pinho na área das energias e no combate à crise.

"Dinamizou o sector da energia, nas barragens e nas eólicas. Antes dele não se fazia nada e ele em quatro anos pôs isto tudo a andar e Portugal é dos países que está a progredir mais depressa", afirmou, salientando ainda que o ex-ministro "foi extremamente activo no combate à crise". "Só o víamos aí a visitar fábricas e a procurar soluções", referiu.

Sobre o episódio que levou à demissão de Manuel Pinho - um gesto que o ex-ministro dirigiu ao líder da bancada parlamentar comunista - Silva Lopes comentou que Pinho "perdeu a cabeça", o que disse compreender. "Nem toda a gente aguenta os ataques, as críticas violentas. Ele teve uma explosão de cólera como muitos cidadãos têm", disse, admitindo no entanto que Pinho foi "várias vezes pouco feliz nas declarações que fazia".

Também o antigo ministro da Economia do governo de António Guterres, Daniel Bessa, considerou que o episódio ocorrido quinta-feira durante o debate do Estado da Nação, no Parlamento, foi "um acidente infeliz" e "provavelmente não havia alternativa" à saída do ministro.

Contudo, salientou, "quando no futuro olharmos para este ministério da Economia, ninguém vai pensar nos 'corninhos'". "Vai-se pensar nas coisas que correram bem, noutras que não correram nada bem. É um acontecimento menor. É pena que, por muito mal que as coisas tenham corrido - e eu não sou um dos mais entusiastas com os resultados deste ministro - fica-se com pena quando acaba como acabou", acrescentou Daniel Bessa.

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Leandro Coutinho

O alagador da Amadora (3-07 ás 20.40 H) tem razão quando fala de figuras/personagens como o ...

Leandro Coutinho

05.07.2009 16:26

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