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Reacção à proposta de Ferreira Leite

Governo recusa desafio da líder do PSD para debate público com Sócrates

07.01.2009 - 20:47 Por Lusa, PÚBLICO

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Augusto Santos Silva explicou que o PS não tem culpa que a líder social-democrata não seja deputada Augusto Santos Silva explicou que o PS não tem culpa que a líder social-democrata não seja deputada (Daniel Rocha (arquivo))
O ministro dos Assuntos Parlamentares, Augusto Santos Silva, recusou hoje a realização em breve de um frente-a-frente entre a líder do PSD, Manuela Ferreira Leite, e o primeiro-ministro, alegando que José Sócrates já tem debates quinzenais no Parlamento e que o PS não é responsável por a social-democrata não ser deputada.

Em conferência de imprensa, Manuela Ferreira Leite desafiou o primeiro-ministro para um debate público sobre a política económica, os "erros das propostas do Governo" e as alternativas que os sociais-democratas têm apresentado para a recuperação do país.

Na resposta, dada em nome do Governo, Augusto Santos Silva afirmou que o primeiro-ministro "debate na Assembleia da República - que é o órgão de fiscalização política do executivo e que é o órgão por excelência da democracia - todos os quinze dias". "Este mês, o primeiro-ministro terá debates nos dias 14 e 28. Debate com todos os partidos políticos e com os respectivos líderes. Não é uma responsabilidade do Governo o facto de a drª Manuela Ferreira Leite não ser deputada do PSD", justificou o ministro dos Assuntos Parlamentares.

Augusto Santos Silva salientou que José Sócrates "foi o primeiro primeiro-ministro a ter debates quinzenais no Parlamento" e que "nunca antes se assistira a uma tal intensidade do debate democrático". "A nossa democracia é pluralista e pluripartidária. Não há nenhuma razão para isolar o PSD dos direitos que são de todos os restantes partidos. A fiscalização do Governo e o debate política da nossa democracia faz-se no Parlamento", acentuou. No entanto, Augusto Santos Silva admitiu a possibilidade de "outras formas" de debate público (não parlamentares) nos períodos de eleições.

Nos períodos em que houver processos eleitorais, "haverá evidentemente outras formas" de debate. Todos os partidos, sejam ou não parlamentares, têm direitos expressão em momento. Aí, como é da praxe, tratar-se-á [do assunto]. Agora, nós estamos muito longe de eleições", declarou.

"Compreendo que o PSD se sinta mal com as sucessivas derrotas que tem averbado nos debates quinzenais com o primeiro-ministro, mas esse é um problema do PSD", disse, já depois de fazer críticas às propostas económicas dos sociais-democratas, as quais Manuela Ferreira Leite pretende discutir com José Sócrates.

"A consolidação das contas públicas foi feita por este Governo com reformas estruturais e não à custa do disfarce de operações como a titularização dos créditos fiscais, cujos custos o país ainda está hoje a pagar", atacou. Na perspectiva de Augusto Santos Silva, "as propostas do PSD são bem conhecidas: privatização parcial da Segurança Social pública; privatização da Caixa Geral de Depósitos e o fim da gratuitidade do Serviço Nacional de Saúde".

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Cuidado!

Cuidado! A democracia também deve serve para não termos medo de aparecer a debater a horas decentes ...

Jorge C.

10.01.2009 12:52

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