Governo PS ficará na história por “colocar os nossos filhos a pão e água”, acusa Carlos Moedas

26.04.2011 - 22:21 Por Carlos Dias
Carlos Moedas, cabeça de lista pelo círculo de Beja, foi esta terça-feira apresentado aos militantes alentejanos, a quem deixou um cenário sombrio da situação económica do país.
Para o economista social-democrata, o momento que os portugueses vivem “ vai ficar na história” e acusa o Governo socialista de ter “destruído a economia do país e colocado os nossos filhos a pão e água” por força de uma crise económica e financeira que classifica de “gravíssima”.
O economista social-democrata diz que ela é fruto de uma “governação errática que confundiu dois conceitos: de investir e de gastar” observando que o Governo pensou que “gastar” é sinónimo de “investir”.
Carlos Moedas garante que “nunca houve um Governo que gastasse tanto, nos últimos tempos, como o actual”, frisando que Portugal tem o “pior crescimento médio e a maior taxa de desemprego dos últimos 90 anos”, e a “maior dívida pública dos últimos 160 anos”.
Os números revelam que o Estado “é uma máquina que nos consome e amordaça”, acusa o economista, explicando aos militantes sociais-democratas presentes na cerimónia de apresentação da sua candidatura, na sede do PSD em Beja, que em 1995 a nossa dívida externa líquida estava “abaixo dos dez por cento”. Presentemente “é de 100 por cento” acentua, para destacar que o Governo socialista “conseguiu destruir” a credibilidade externa de Portugal.
Carlos Moedas deixou um aviso: “A gravidade da situação é tal que em Junho não vai haver dinheiro para pagar salários”.
Em 2007, prossegue o economista, a despesa primária do Estado era de 63 mil milhões de euros e em 2010 estava nos 74 mil milhões. “Isto é uma desgraça”, conclui, lembrando que em 2009 e 2010, quando todos os países já estavam a travar a despesa pública, Portugal foi o país da Europa que “mais subiu a sua despesa pública”.
Marco António Costa, vice-presidente da Comissão Política Nacional do PSD que esteve presente na apresentação da candidatura de Carlos Moedas, reforçou o sentido critico ao actual Governo que acusou de estar a “humilhar o Estado português”, e classificou o primeiro-ministro como o “primeiro responsável pelos ataques ao Estado social” incluindo-o no número dos políticos socialistas que “arruinaram a vida de dez milhões de portugueses”.
Para contrapor ao estado “crítico” do país, Marco António anunciou que a primeira prioridade do programa eleitoral do PSD é “um plano de emergência social” que abrange os cuidados primários de saúde e o apoio de emergência às famílias mais carenciadas.

