O Governo português segue “com preocupação” a crise no Cáucaso e diz rever-se na posição adoptada pela presidência francesa da União Europeia que hoje “condenou firmemente” o reconhecimento russo da independência da Ossétia do Sul e Abkházia.
“O respeito pela soberania da Geórgia dentro das suas fronteiras internacionalmente reconhecidas tem sido reiteradamente sublinhado pelas Nações Unidas, a União Europeia e a Organização para a Segurança e Cooperação na Europa”, lê-se num comunicado divulgado esta tarde pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros.
Apesar da atitude contrária de Moscovo, a diplomacia portuguesa defende que deve ser procurada uma “solução política” para a crise, assente na “aplicação efectiva” do acordo de paz assinado entre a Rússia e a Geórgia.
Nesse sentido, Lisboa diz rever-se no comunicado da presidência francesa do Conselho Europeu que, horas antes, condenou a iniciativa de Moscovo e avisou que os 27 vão examinar “as consequências da decisão da Rússia”. Esta análise deverá ser feita na cimeira extraordinária convocada para a próxima segunda-feira, na qual Portugal promete ter uma “participação construtiva”.


