O secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros, Jorge Lacão, anunciou hoje em Estocolmo que o Governo vai criar a figura do conselheiro local para apoiar e atender mulheres maltratadas.
Os conselheiros locais vão trabalhar nos Conselhos Locais de Acção Social (CLAS) que existem junto das autarquias, explicou Jorge Lacão à margem dos "Encontros para a Cidadania: A igualdade entre Homens e Mulheres nas Comunidades Portuguesas na Europa", organizados pela Associação Mulher Migrante, e que hoje terminam em Estocolmo.
De acordo com o secretário de Estado, a criação da figura do conselheiro local está integrada no decreto-lei que regulamenta a rede social e foi aprovado quinta-feira em Conselho de Ministros, encontrando-se agora em fase de consulta, nomeadamente na Associação Nacional de Municípios.
Jorge Lacão adiantou que a iniciativa se insere na promoção da igualdade de género.
Os conselheiros sociais vão atender mulheres maltratadas, apoiá-las, prestar informações e, se for necessário, encaminhá-las para outros serviços, explicou à Lusa a vice-presidente da Comissão para a Igualdade e para os Direitos das Mulheres (CIDM), Ana Luzia Reis.
A responsável disse ainda que os conselheiros vão ser coordenados pela CIDM e vão receber formação.
"A partir do momento que a lei entrar em vigor, a formação começará logo a ser ministrada", acrescentou Ana Luzia Reis, que também participa na iniciativa em Estocolmo.
Os conselheiros vão também recolher informação e fazer um trabalho de análise a nível local.
Inicialmente, vão funcionar nos 40 CLAS com quem a Comissão para a Igualdade mantém protocolos, mas no futuro o objectivo é alargar a todo o país.
Os Conselhos Locais de Acção Social são presididos pelas autarquias e preparam os planos de desenvolvimento local.
Para a vice-presidente da CIDM, a criação dos conselheiros locais "é absolutamente fundamental e inovador" e marca o início de "um novo percurso para a execução das políticas da promoção da igualdade em Portugal".


