O Conselho de Ministros aprova hoje uma proposta para a criação do Sistema Integrado de Emergência e Segurança de Portugal (Siresp), que permitirá às diferenças forças de segurança comunicar entre si via rádio em acções conjuntas.
Segundo o subsecretário de Estado da Administração Interna, Fernando Rocha Andrade, o novo sistema será aplicado "de forma faseada ao longo de três anos", sendo que na primeira fase está previsto que o sistema entre em funcionamento na região de Lisboa ao fim de sete meses.
O Siresp vai abarcar serviços de sete ministérios e será utilizado pela PJ, PSP, GNR, guardas florestais e guardas prisionais, corpos de bombeiros, funcionários do Instituto Nacional de Emergência Médica e do Instituto de Conservação da Natureza.
O processo para adjudicação do Siresp foi iniciado pelo Governo PSD/CDS-PP de Durão Barroso em Junho de 2003, tendo o Executivo de Pedro Santana Lopes adjudicado o concurso a 23 de Fevereiro de 2005, três dias depois das eleições legislativas que deram a maioria absoluta ao PS.
Com base num parecer da Procuradoria-Geral da República, o ministro de Estado e da Administração Interna, António Costa, mandou anular a adjudicação, que depois decidiu renegociar com o único consórcio concorrente.
O consórcio que concorreu ao fornecimento do Siresp para o Estado português é constituído pela Motorola, Portugal Telecom e Sociedade Lusa de Negócios.


