O Ministério das Finanças está à procura de uma “solução” para reconduzir o director-geral dos Impostos, cujo mandato termina em Maio, sem criar “excepções legais”, nomeadamente em relação ao seu vencimento, afirmou o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos.
“A vontade é com certeza que ele se possa manter em funções, e farei todos os possíveis para que assim seja, mas obviamente não criando quaisquer entorses ou situações legais excepcionais para que isso seja possível”, afirmou o ministro das Finanças, após a cerimónia de assinatura do contrato da concessão rodoviária da Grande Lisboa.
O principal obstáculo à recondução do actual director-geral, Paulo Macedo, tem sido o seu salário, significativamente acima do habitual para o cargo.
“Será dentro do quadro legal vigente que teremos que encontrar uma solução para este assunto, e não depende só do Governo, dependerá da pessoa envolvida e da sua vontade”, disse Teixeira dos Santos.
“O Governo já exprimiu o apreço e reconhecimento pelo bom trabalho desenvolvido pelo director-geral e fará tudo o que estiver ao seu alcance, dentro do quadro legal vigente, para poder permitir que possa continuar a desempenhar as mesmas funções, assim ele o queira também”, frisou.


