Gonçalo Amaral continua disponível para Olhão mas distrital opta pelo silêncio

16.01.2009 - 15:16 Por Lusa
O ex-inspector da PJ Gonçalo Amaral permanece disponível para protagonizar uma candidatura pelo PSD à Câmara de Olhão apesar da oposição de Manuela Ferreira Leite, enquanto o líder distrital do Algarve, Mendes Bota, opta pelo silêncio.
Mendes Bota diz que ficará em silêncio pelo menos até à próxima segunda-feira, dia em que reunirá com a distrital do partido para debater o assunto. "Se é sobre o Gonçalo Amaral, não direi nem uma palavra", resumiu o dirigente dos sociais-democratas no Algarve.
Gonçalo Amaral (cujo nome foi aprovado pela secção local do PSD) escusou-se também a comentar as declarações de Manuela Ferreira Leite em entrevista à RTP, ontem, em que a líder nacional avançou que a candidatura do ex-inspector da Polícia Judiciária vai ser rejeitada pela comissão coordenadora autárquica do partido.
"Não quero comentar nada. Acho que deve ser o partido a fazê-lo", disse esta manhã Gonçalo Amaral, acrescentando, no entanto, que continua disponível para encabeçar a lista do PSD de Olhão nas próximas eleições autárquicas.
A presidente do PSD, Manuela Ferreira Leite, afirmou que os critérios definidos pela direcção social-democrata excluem a possibilidade de o ex-inspector da Polícia Judiciária Gonçalo Amaral ser candidato pelo Partido à Câmara de Olhão.
"Os critérios que estão definidos não levam a poder aceitar. O argumento fundamental é que é uma pessoa que há muito pouco tempo, um mês ou dois, estava ligada ao sistema de justiça e os políticos não podem dar a ideia de que existe uma promiscuidade entre a política e a justiça e a política", justificou a líder nacional do PSD. "Penso que a distrital aceita, mas também lhe digo que a comissão coordenadora autárquica, de acordo com os critérios que nós definimos não pode aceitar essa candidatura", acrescentou.
O nome de Gonçalo Amaral foi aprovado dia 6 deste mês na reunião da comissão política da secção de Olhão do PSD. "Foi uma votação consensual, com apenas uma abstenção em 13 votos, que alegou não conhecer o seu trabalho", disse, na altura, o presidente da concelhia, Daniel Santana. Gonçalo Amaral deixou a Judiciária a 4 de Julho de 2008.

